O samba é uma das maiores pedras, se não a maior, no sapato das multinacionais da música. Já se tentou até colocá-lo num molde, a fim de transformá-lo em mais um subproduto na prateleira das lojas. Quem não se lembra dos anos 90, quando grupos com óculos na testa e passinhos ensaiados eram mato na tv? No entanto o samba resistiu (e segue resistindo), provando que ele é mesmo o ritmo que "agoniza, mas não morre".
Para entender por que o samba resistiu aos milhões investidos na sua mercantilização, basta olharmos para uma coisa que já está bastante presente no nosso cotidiano, as chamadas "redes sociais", que envolvem sites como Orkut, Facebook, Myspace, Twitter e outras tantas. Com as tais redes ficou muito mais fácil ter acesso a um sem número de discos, informações e pessoas com as quais se podem trocar as mais variadas ideias. Eu mesmo, assumo, se não fosse a internet, não conheceria um terço dos discos que conheço hoje.
Entretanto, o papel que hoje é desenvolvido pelos sites sociais sempre aconteceu, logicamente em uma escala muito menor, nas rodas de samba espalhadas por todo país. Repare que uma roda de samba exerce importantes papéis: além de reunir pessoas com uma afinidade semelhante, também faz com que sambas antigos continuem vivos e com que sambas novos sejam produzidos e executados. Além disso, nas rodas se conversa muito. Ouso dizer que depois de cantar, beber,dançar e acompanhar a música com palmas, o que mais se faz numa roda é conversar, e não apenas sobre samba. E aí, notou alguma semelhança com alguma comunidade do Orkut?
A roda de samba foi a primeira e a mais antiga grande rede social do Brasil. E seu papel foi fundamental para que o samba atravessasse os anos de maneira bem sólida, e sem varizes.
A 5ª Virada Cultural de São Paulo está se avizinhando. Durante 24 horas, a cidade estará repleta de atrações culturais para todos os gostos. Para este ano, são esperadas 330 mil pessoas circulando pela região central. Mas com tanta coisa para se fazer é bom sair com uma listinha e isso o Vermute fez para você:
Sábado 14h00 - Sarau Chama Poética – Homenagem a Ataulfo Alves (Museu da Língua Portuguesa) Para quem não quer perder nada, esse é um bom começo. O MLP antecipa o começo da Virada com um Sarau em homenagem a Ataulfo Alves.
18h30 - Anelis Assumpção – (Largo Santa Ifigênia) A filha de Itamar Assumpção carrega o mesmo jeito de cantar do pai, mas com um toque feminino que agrada. O balanço de Anelis tem tons de samba, reggae, hip hop e, é claro, da vanguarda paulistana. Tá em dúvida? Dá uma olhada no vídeo!
19h30 - Choro das três (Conselheiro Crispiniano) Abrindo a programação do palco voltado à música instrumental, o Choro das Três promete composições que estão fora do mainstream. No Myspace das meninas é possível ver do que elas são capazes!
21h00 - Egberto Gismonti interpreta o disco Alma de 1986 (Teatro Municipal) O Teatro Municipal já ficou famoso por sua grandes releituras de discos memoráveis. Egberto Gismonti será um dos titãs que se apresentará por lá. Mas quem quer ver os show do Municipal deve chegar pelo menos uma hora antes e enfrentar a fila. Afinal, os ingressos são limitados. Se você vai e não quer chegar no show sem conhecer uma música sequer, baixe o disco aqui.
23h00 - Trio Mocotó (Av. Rio Branco) O palco da Av. Rio Branco será todinho para o samba-rock. E quando se fala em samba-rock, se fala em Mocotó (veja o Myspace dos caras). Esse eu classifico como imperdível.
Domingo 1h50 - Curumim (Largo Santa Ifigênia) Madrugada adentro e o bicho continua pegando! Revelação de 2008, o show do Curumim também está na lista dos imperdíveis. Com uma levada brasileira, um sintetizador, uma guitarra e um baixo, o som é perfeito para embalar a madrugada.
4h00 - Os Opalas (Av. Rio Branco) Voltando para o samba-rock, às quatro da matina entram em cena Os Opalas. Habitués da noite de São Paulo, os caras prometem agitar a Avenida Rio Branco. Quem não quiser dormir já sabe! Se liga no Myspace deles.
6h20 - Guem e Cia Abaeté (Anhangabaú) Às 6h20 pare tudo o que você estiver fazendo. Se estiver dormindo, acorde! Isso porque, Guem, um dos maiores nomes da percussão mundial vai quebrar tudo. E o negão é mesmo bom demais. Se liga:
9h20 - Alessandro Penezzi (Conselheiro Crispiano)
Comparado com Yamandu Costa e Rafael Rabello, ele é violonista, compositor e arranjador. O que chama a atenção é a velocidade e precisão com que Alessandro acha as notas em seu instrumento. Sem falar que ele com 35 anos, já tem dois CD lançados e vem conquistando os palcos europeus. Toca tudo de música brasileira, principalmente choro e samba.
11h20 - Danilo Brito (Conselheiro Crispiniano) Às 11h20 o bandolinista Danilo Brito mostra toda sua proficiência com o instrumento. Eu não perderia, ainda mais pelo que vem em seguida.
13h20 - Gabriel Grossi (Conselheiro Crispiniano) Não precisa nem sair do lugar. Depois de Danilo Brito entra o surpreendente Grabriel Grossi e seu chorinho gaiteado. O cara é mesmo impressionante, dá uma olhada:
14h50 - Gafieira São Paulo (Av. Rio Branco)
Repertório essencialmente brasileiro: samba, choro, maxixe, forró, baião. A cantora Verônica Ferriani solta a voz ao lado de excelentes músicos. A banda resgata a atmosfera dos clubes de dança. Som de alta qualidade. Ajustado pra quem quer balançar o esqueleto!
15h00 - Novos Baianos (Av. São João) Quem tem saudade da formação original dos Novos Baianos poderá se reencontrar com os caras às três da tarde, na Avenida São João. Nem precisa falar o quanto vale a pena.
16h50 - Havana Brasil (Av. Rio Branco) Quem ainda quiser arriscar uns passinhos de samba-rock e música latina, terá oportunidade. O pessoal do Havana Brasil toca no final da tarde.
Ah, nos intervalos de toda essa festa não deixe de prestigiar o samba da Praça Alfredo Issa. Durante as 24 horas de duração do evento, o batuque vai rolar solto!
E mais um detalhe importante: durante as 24 horas da Virada, os trens do metrô e da CPTM funcionarão sem parar!
Sambistas de variadas épocas se unem a Nelson Sargento para cantar um dos mais belos sambas do Mestre Cartola. O vídeo foi feito para o programa Sarau, da Globo News, em homenagem ao centenário do sambista no ano passado. Confira aí:
A pedrada de hoje tem tudo a ver com uma desavença entre dois grandes nomes do samba: Clara Nunes e Beth Carvalho. Nos idos de 1970, as duas se desentenderam por um motivo nada nobre: o figurino e o cabelo. Acontece que tanto Clara como Beth reivindicam a criação do estilo "afro-brasileiro", o que nada mais é do que roupas largas e aquele cabelão vermelho esvoaçante:
O imbróglio foi tanto que Clara fazia questão de provocar Beth sempre que a via, puxando o samba "Verdades Aparentes", de Gisa Nogueira. É esse samba que você escuta hoje aqui, na voz da própria Gisa:
Pra quem gosta de cachaça Toma uísque muito caro Pra quem diz que é do subúrbio ‘Luna bar’ fica distante Pra quem prega a todo instante a justiça social Tá ganhando muita grana e investindo capital É melhor deixar de extremos que já tá pegando mal
Que verdade é essa que você conta pra gente Na verdade a verdade é geralmente aparente
Você me diz que detesta ser notícia de jornal Mas quando vê jornalista fica perto e coisa e tal Dita as regras do jogo, mesmo sem saber jogar Freqüenta escola de samba, mas só curte a classe A Bom crioulo só tem vez quando for pra impressionar
Que verdade é essa que você conta pra gente Na verdade a verdade é geralmente aparente
Critica, implica, explica Enreda, remeda e conserta Agita, atiça e fuxica Futrica, complica, intriga e entrega Manobra a obra e cobra os louros daquilo que você não fez Você parece com cobra que ataca de bote e mata de vez
Que verdade é essa que você conta pra gente Na verdade a verdade é geralmente aparente
Acende uma vela pra Deus e uma outra pro diabo Aos domingos vai à missa Sexta-feira faz despacho Diz que o feijão tá caro, mas só come feijoada Teu problema é de fachada É de cara mascarada Tá sempre em cima do muro Esperando uma virada
A briguinha continuou com o decorrer dos anos. No livro Clara Nunes, Guerreira da Utopia, Vagner Fernandes, a própria Beth dá sua versão do ocorrido e alfineta: "A estilista Zuzu Angel fez o figurino e o cabeleireiro Silvinho deu a idéia do cabelo ruivo para mim".
Já o produtor e ex-marido de Clara, Adelzon Alves tem outra história pra contar: "Se você ler a contracapa do primeiro disco da Clara vai ver que a idéia do estilo afro-brasileiro foi minha e está lá. Ela foi inspirada na Carmem Miranda e aprovada pelo diretor da Odeon, Milton Miranda. Deu certo e é normal que todo mundo queira ser o pai de um filho bonito", conta. "A Beth percebeu que o estilo de Clara dava certo", acrescenta o produtor.
Carlos Cachaça, além de ser um dos fundadores da Mangueira, foi um dos principais parceiros de Cartola. Ainda assim só conseguiu gravar seu nome em uma bolacha. Houve algumas participações em um disco aqui e outro acolá, mas dele mesmo só um.
O próprio Carlos é quem assina todas as composições e, dentre elas, duas são de parceria com Cartola ("Todo amor" e "Quem me vê sorrindo") e uma com Cartola e Hermínio Bello de Carvalho ("Alvorada"). Do disco destaco os sambas: "Crueldade", sábio samba que diz "Quem bate nunca se lembra, mas também quem apanha nunca se esquece." "Harmonia em Mangueira" grande homenagem aos bambas da Mangueira. E finalmente "Cabrocha", um samba curtinho, mas com uma grande mensagem, que diz:
Cabrocha, nunca foste rainha
Nem nunca te inscreveram Em concurso de beleza como miss Mas do samba brasileiro Tens que ser a imperatriz Coroada no estrangeiro
P.S.: Este disco foi relançado com a capa alterada dentro da coleção Mestres da MPB da WEA. A capa aqui disposta não é a original.
Músicas:
1- Todo amor (Carlos Cachaça / Cartola)
2- Quem me vê sorrindo (Carlos Cachaça / Cartola) 3- Amor de carnaval (Carlos Cachaça) 4- Crueldade (Carlos Cachaça) 5- Se algum dia (Carlos Cachaça) 6- Não me deixaste ir ao samba (Carlos Cachaça) 7- Harmonia em Mangueira (Carlos Cachaça) 8- As flores e os espinhos (Carlos Cachaça) 9- Cabrocha (Carlos Cachaça) 10- Juramento falso (Carlos Cachaça) 11- Clotilde (Carlos Cachaça) 12- Alvorada (Carlos Cachaça / Cartola / Herminio Bello de Carvalho)
Mais uma boa nova e o Vermute decidiu inaugurar uma seção. "Novos Bambas" pretende mostrar o que de bom está sendo feito pela moçada aí fora. Atual sem escrachar e bonito sem apelar. Já apresentamos o grupo Seis Sextos e o Benzambado. A bola da vez é: Bula da Cumbuca.
Esse pessoal está sempre por aí nas rodas. Seja batucando, seja dançando. E de tanto se cruzarem resolveram formar um grupo para cantar sambas de todas as épocas, além de composições próprias. Aí Paulinha Sanches, Paulinho Timor, Marcelo Homero, Edu Batata, Cacá Sorriso e Luís “To Be” fizeram o Bula da Cumbuca.
No Myspace do pessoal é possível ouvir cinco belas composições próprias. O meu destaque vai para "Língua Afiada", de Edu Batata e "Não Bula na Cumbuca", feita por Paulinho Timor. Vale a pena a audição!
Pra quem ainda não se convenceu, fica um tira-gosto:
O blog "Prato e Faca" disponibilizou as músicas para Download. Confira!
Mal a semana começou e o fim de semana já vem chegando. Quem dera fosse sempre assim. Sem mais delongas vamos as dicas do VCA para o fim de semana:
São Paulo:
Amanhã acontece mais uma edição do "Anhangüera dá Samba", com os Inimigos do Batente. E o convidado é imperdível, história viva do samba paulista, Toniquinho Batuqueiro.
Clube Anhangüera: Rua dos Italianos, nº 1.261 - Bom Retiro.
No sábado acontecerá uma justa homenagem ao recém-falecido Miguel Fazanelli. Com organização de Murilão da Boca do Mato, que convida compositores e amigos para o "Tributo ao Miguel Fazanelli" da Contemporânea.
JVR PREMIER - Bar e Restaurante: Rua General Osório, 41 - Luz.
A partir do 12h00.
Rio de Janeiro:
No RJ a dica fica por conta do Luiz Henrique, diretamente dos comentários do post sobre o show da Banda Glória:
Amanhã, sábado e domingo (24, 25 e 26 de abril) ocorrerá um show em comemoração aos 60 anos de Paulo César Pinheiro.
Teatro de Arena: Av. Almirante Barroso, 25 - Centro.
A partir das 19h30.
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,oo (meia)
Caso tenha mais alguma dica aí na sua cidade que valha a pena, escreva nos comentários que a gente vai atualizando.
No próximo sábado, um dos maiores nomes do samba paulista completará 85 anos: Paulo Vanzolini. As homenagens começam ainda hoje. Mas quem disse que ele gosta de homenagens? Confira a entrevista que saiu nesta quarta-feira na Folha de São Paulo:
Vanzolini ganha homenagem aos 85
FOLHA - O senhor fazia a ronda em São Paulo quando compôs "Ronda". O senhor era cabo da polícia... PAULO VANZOLINI - Polícia, não. Da polícia foi o Nelson Cavaquinho. Eu era da cavalaria, que era a polícia do Exército. Mas a patrulha era a pé. A gente patrulhava a pé o baixo meretrício, o Bom Retiro, o centro, a região da São João.
FOLHA - E se inspirou assim? VANZOLINI - Cansei de ver mulher chegar na frente do bar, olhar para dentro como se procurasse alguém e ir embora. Não foi uma só que vi. Escrevi sobre isso.(Saiba mais aqui)
FOLHA - E quanto a "Volta por Cima"? Qual é a história por trás da composição? VANZOLINI - Não tem. Fiz porque fiz. Tem até uma história de que fiz porque perdi um filho num acidente. Mas, na verdade, fiz a música antes.
FOLHA - O senhor ainda compõe? VANZOLINI - Larguei. Fazia música por prazer. Perdi o gosto. Eu estava em Mato Grosso, na década de 80, e fiz a última, "Quando Eu For, Eu Vou Sem Pena". É muita mão de obra. Ficava seis meses para resolver uma rima...
FOLHA - E o que o senhor está fazendo atualmente? VANZOLINI - Difícil explicar. Fiz recentemente um trabalho sobre cascavéis e alguma coisa em cima de relatórios de impactos ambientais.
FOLHA - O senhor ganhou dinheiro com música? VANZOLINI - Dinheiro, só ganhei com "Volta por Cima". Foi a única. Não sei por quê, deu uma enxurrada de dinheiro. Foi em 1959, 1960. Comprava livro sem ver o preço. Sempre coloquei tudo o que ganhei na biblioteca que tinha na minha sala do museu. Agora doei tudo para o museu.
FOLHA - Por que quis ser zoólogo? VANZOLINI - Pelos répteis. Fui ao Butantan menino e gostei muito dos répteis.
FOLHA - Quais répteis? VANZOLINI - Répteis só existem quatro: tartaruga, jacaré, lagarto e cobra.
FOLHA - Nunca trabalhou com sapos e rãs? VANZOLINI - Sapo, não, graças a Deus.
FOLHA - Seu maior orgulho é musical ou científico? VANZOLINI - Não tenho orgulho. Tenho satisfação. Trabalhei em todos os Estados do Brasil. Tive um barco no Amazonas.
FOLHA - Qual é a maior satisfação? VANZOLINI - É a teoria dos refúgios. Sobre ciclos de vegetação no Amazonas. O clima fica mais seco, depois mais úmido, e acaba criando "ilhas" de vegetação sem contato umas com as outras. O lagarto fica ali e vai se diferenciando. Quando o clima permite que as ilhas se juntem de novo, os lagartos já não conseguem procriar. Já são espécies diferentes.
FOLHA - Que lagarto foi esse que o senhor estudou? VANZOLINI - O lagarto anolis. Mas fui o segundo. Um alemão, estudando pássaros, publicou três meses antes os mesmos resultados. Estava escrevendo o meu artigo quando chegou a revista "Science" com o dele.
FOLHA - Que tragédia! VANZOLINI - Mas o meu é original. Não usei o dele. Tenho enorme satisfação por esse trabalho. Fiz em conjunto com Ernest Williams, cientista americano. E continuei trabalhando até 2004, quando saí do museu. Tive quatro úlceras hemorrágicas e três infartos na mesma noite. Ouvi os enfermeiros falando: "O velhinho não passa dessa noite". Fiquei com 30% da capacidade do coração.
FOLHA - E o que senhor acha dessas homenagens nesta semana? VANZOLINI - Não gosto de homenagem. Mas gosto de show. Pego minha cervejinha e sento na mesa ali na frente. Adoro.
FOLHA - Cerveja com ou sem álcool? VANZOLINI - Com. Isso os médicos ainda não tiraram.
Quem se interessou, deve conferir a agenda da Semana Vanzolini. Já hoje tem a pré-estreia do filme "Um Homem de Moral" no Espaço Unibanco. Saiba mais aqui.
Quarta-feira com cara de segunda. E nada melhor para dar aquela rebatida no desânimo do que voltar ao Tempo de Noel Rosa. Série que chega ao seu penúltimo arquivo. Divirta-se:
O amendoim, um aperitivo que estimula o apetite, aquece o paladar, abrindo as papilas para o sabor.
O vermute, uma bebida espirituosa, que lembra o vinho e, se misturado com uma boa cachaça resulta no traçado.
A mistura é motivo de papo de bar e deu samba em 1935. Foi composto em parceria de Noel Rosa com Heitor dos Prazeres. Aqui também é motivo de bom papo.
Murilo Mendes
Conheci o samba no início de 2005 e de lá pra cá minha admiração só cresceu. Não tenho a pretensão de ser um estudioso no assunto, prefiro ser apenas um amante do samba.
Não nasci ouvindo samba. Não toco cavaco ou cuíca. As batidas do tamborim entraram à tarde nos meus ouvidos, mas era tempo de samba. Ao final da noite, mais um sambista caía na roda. Sem ter medo da quarta-feira.