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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Espaço Urucum apresenta Toinho Melodia e Lello Di Sarno


Para inaugurar o projeto Laje Urucum, Toinho Melodia e Lello Di Sarno apresentam o show "o samba de ontem e de hoje pelo samba de amanhã" neste domingo, a partir das 16h. Vale lembrar que a casa abre a partir das 14h para quem quiser tomar a abrideira. O próprio nome da apresentação já traduz qual o seu objetivo: unir em prol de um amanhã melhor para nossa música, um nome com história no cenário do samba paulista àquele que surge.  

Para os amantes da boa música, o algo a mais fica por conta de conhecer e ouvir pessoalmente Toinho Melodia. Pernambucano, mudou-se para São Paulo com 11 anos de idade e construiu seu nome na Unidos de Vila Maria e Vai Vai. Hoje, é figura constante em sambas tradicionais da cidade como o Kolombolo Diá Piratininga, o Pagode da 27 e de um projeto de Sorocaba, conhecido como Panela do Samba. 

“São Paulo ainda tem samba de verdade sim, fico muito feliz em ver esses meninos levantando a bandeira da fonte que dá a água que bebi, tocando meus mestres Jangada, Toniquinho Batuqueiro e Talismã, por exemplo. Eu canto samba de São Paulo com muito orgulho. São Paulo tem muitos projetos que elevam a cultura do samba na sua mais pura essência, aquele samba que veio lá da minha mãe África e tenho grande e verdadeira admiração", desabafa o "paulibucano" Toinho Melodia - como ele mesmo se define.

Toinho e Lello se conheceram por ai, nas rodas de São Paulo. Firmaram a primeira parceria ao competir na 'Pérola Negra' com um samba enredo. Caíram durante as eliminatórias, mas a amizade ficou. Tempos depois, a ideia do show: "Não tenho palavras. Talvez seja esse o momento mais importante devido ao reconhecimento dele pelo meu trabalho. Poder cantar músicas minhas com pedradas dele será uma puta honra. É importante para dar o reconhecimento ao Toinho. Ele merece ter esse trabalho mais divulgado", diz Lello. 

Para mais informações do evento clique aqui. Aproveita e escuta ai uma das pedradas do Toinho Melodia...



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Poetize seu cotidiano com o Poeme-se


O post do Vermute com Amendoim de hoje trata da criatividade da jornalista e fotógrafa Mariana Caldas de Oliveira. Ela é a criadora do tumblr "Poeme-se", que consiste em fotografias com "colagens", vamos dizer assim, de versos de músicas ou poemas.



O trabalho é muito cuidadoso e o trecho escolhido para compor o Poeme-se casa com a imagem, formando um belo quadro para seu quarto, sala, escritório, enfim, onde o coração mandar expor a obra. 




Quer um? Fácil, fácil... Acesse poeme-se.tumblr.com/. Gostou? Manda um e-mail para queroumpoemese@gmail.com. Lá você explica qual trecho gostaria de usar, qual foto pensou e qual o tamanho que gostaria. A Mari atende numa boa e entrega a um preço justo um Poeme-se enquadrado e pronto para embelezar seu dia a dia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

João Nogueira, Paulo César Pinheiro e a ‘Parceria’

Entre tantas parcerias no meio da música que poderia ter escolhido para estrear e retomar os trabalhos do Vermute com Amendoim, nenhuma me marca mais que João Nogueira e Paulo César Pinheiro. Os amigos conhecem a ligação que tenho com a obra desses dois bambas e, por isso, não vão estranhar que o primeiro texto seja referente a eles.

João e Paulinho se conheceram por intermédio de Gisa Nogueira que, no início dos anos 70, era colega de trabalho da irmã de Baden Powell, primeiro grande parceiro de Paulinho - mas ai é outra história... Fato é que os dois se deram bem logo de cara durante um encontro no Clube do Méier e só um bom tempo depois firmaram a primeira parceria: Espelho.

Nome sagrado não só do samba , mas como da poesia, Paulo César Pinheiro em um de seus escritos cravou que “parceria é um casamento que não cansa; porque não há contrato e nem cobrança; ciúmes tem… mas isso é passageiro; quem é traído, muitas vezes reage; propondo aos dois fazer um ménage; no instrumento do próprio parceiro”.

Quase na metade dos anos 90, após anos de amizade, parcerias e histórias, João viu esse ciúme despertar e cobrou o parceiro. Era impossível que os dois ainda não tivessem subido ao palco juntos em um show para celebrar tal parceria e tantas obras.

Paulinho topou a ideia, o roteiro foi traçado e o show executado em São Paulo, no SESC Pompeia, no ano de 1994, com a produção de Eduardo Gudin.

No vídeo abaixo você vai ouvir uma história relacionada ao show contada por Paulo César Pinheiro em agosto de 2010 na Taberna da Glória a mim e aos meus dois parceiros Tuca Veiga e Guilherme Reis na empreitada que rendeu o livro João Nogueira: Ninguém faz samba só porque prefere.

Quer ouvir o álbum inteiro? Basta clicar aqui e fazer o download. Todas são pedradas. Um álbum escolhido com muito carinho para marcar a volta do nosso bom e velho Vermute com Amendoim.

Parceria: João Nogueira e Paulo César Pinheiro

1- Espelho / 2- Eu hein Rosa/ 3- E lá vou eu/ 4- Bafo de boca/ 5- Bares da cidade/ 6- As forças da natureza/ 7- Batendo à porta/ 8- Chorando pela natureza/ 9- Banho de Manjericão/ 10- Súplica/ 11- Poema Paulo César Pinheiro/ 12- Minha Missão/ 13- Um ser de luz/ 14- Chico Preto/ 15- Rio, samba, amor e Tradição/ 16- Primeira Mão/ 17- Além do espelho.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conservatória - A Capital Mundial das Serestas e das Serenatas


Para quem vive nas grandes cidades é difícil imaginar um lugar que aos fins de semana a atração principal seja a seresta e a serenata. Mas assim é Conservatória. Localizada na serra fluminense, a 370 quilômetros de São Paulo, 142 quilômetros do Rio de Janeiro e 28 quilômetros de Barra do Piraí, possui aproximadamente 4.000 habitantes, e vem se destacando por ser um pólo de preservação de tudo que envolve o universo das serestas. A própria cidade se define assim:

Se visitada de segunda à quinta-feira, Conservatória não despertará tanto a sua atenção. Ela cochila esperando o entardecer da sexta-feira, fazendo-se confundir com um vilarejo comum, desses tantos que existem perdidos no interior. Porém, quando chega a sexta-feira, as coisas se modificam porque Conservatória recebe centenas de visitantes, de todas as partes do país, que saem dali extasiados com tanta arte, poesia, dedicação e amor.

Abaixo, dois vídeos para entender um pouco melhor o que acontece em Conservatória.



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vermute recomenda: Capoeira de Besouro - Paulo César Pinheiro

Mais uma vez, Paulo César Pinheiro mostra porque ele é um dos compositores mais importantes da música brasileira. O disco Capoeira de Besouro é uma verdadeira aula. Não só pelas letras incontestáveis de Paulo, mas também porque cada faixa corresponde a um tipo de toque da capoeira. Além disso, como o próprio nome sugere, é inteiramente dedicado ao lendário capoeirista Besouro. Ele reúne as músicas que foram feitas originalmente para a peça Besouro Cordão-de-Ouro. Além da famosa Lapinha, feita para a Bienal do Samba de 1968. As palavras a seguir são do Diário de Pernambuco:

´O disco é muito simples. É um violão fazendo a harmonia e o resto é ritmo. São atabaques, berimbaus`, explica Paulo César. O mestre Camisa, um dos mais importantes capoeiristas do país, participa do álbum tocando berimbau gunga e ainda descreve cada toque no encarte do CD. ´O berimbau é o instrumento que rege e comanda a roda de capoeira. Através de seus diferentes toques, pode-se interpretar o tipo de jogo ou o comportamento mais adequado para cada momento. Existem os toques que sugerem a forma como o capoeirista deve jogar, como Angola, Benguela, São Bento Grande, Iúna. Há também os toques que indicam uma determinada situação, como Cavalaria que, no tempo da repressão, avisava quando a polícia estava se aproximando`, conta Camisa.

Uma da grandes responsáveis pelo disco foi Maria Bethânia, que conheceu as músicas num DVD amador da peça, provavelmente os mesmos vídeos que tem no youtube. Sobre as músicas, ela explicou ao Diário de Natal:

"O que eu tinha em mãos era algo muito representativo do Brasil caboclo, pelo qual sou apaixonada. Sou uma cantora popular que gosta de moda de viola, de samba de roda. Paulinho, dono de poética sofisticada, escreveu essa obra sobre a capoeira, que é de uma riqueza absoluta", elogia. A cantora diz que foi uma honra poder lançar o disco pelo seu selo, o Quitanda.

Toque de Benguela


Toque de Iúna

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ouça duas faixas do novo disco de Mariene de Castro

Chegou às minhas mãos o novo cd de Mariene de Castro, gravado ao vivo em 2010.
"Santo de Casa", o segundo álbum da cantora vem com metade das músicas assinadas por Roque Ferreira, o que já é uma certeza de que aí vem coisa boa. Sua interpretação também não deixa nada a desejar. Afinal, nada melhor do que uma baiana para exaltar as mais finas pérolas do samba baiano.

Eis duas músicas que dão mostra de como o disco é altamente recomendável, um belo presente:

Prece de Pescador


Vi Mamãe na Areia


Compre o disco aqui.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Roberta Sá, Trio Madeira Brasil e Roque Ferreira: uma pedida para melhor disco do ano.

Ouvi ontem um excelente concorrente ao melhor disco de música popular brasileira do ano: "Quando o canto é reza". Realmente a receita não tinha como dar errado: Roberta Sá e Trio Madeira Brasil interpretando músicas de Roque Ferreira.



Para dar o gostinho aos visitantes do Vermute com Amendoim, coloco duas belas músicas que compõe o disco:

Mandingo


Tô Fora

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aline Calixto: o melhor disco segundo a APCA

Saiu ontem o resultado do Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) 2009. E o melhor disco foi para Aline Calixto, uma carioca radicada em Belo Horizonte. Com belos arranjos de Jota Moraes, as 13 faixas do disco realmente são boas demais.

Com essas boas músicas e ótima capacidade interpretativa de Aline, o disco nem precisa de um clássico do cancioneiro (o que de fato não acontece). Ela segura a onda do começo ao fim, o que nos faz crer que a APCA acertou novamente.

Ficou curioso para conhecer o disco? O player abaixo tem as 13 faixas para serem ouvidas!



Confira os outros vencedores na categoria Música Popular:

Melhor Grupo
Paralamas do Sucesso

Melhor Show
Ney Matogrosso, pelos trabalhos em Os Inclassificáveis e Beijo Bandido

Melhor Cantora
Céu, pelo disco Vagarosa

Revelação
Maria Gadú

Melhor Compositor
Lenine

Homenagem Póstuma
Zé Rodrix (1947 - 2009)

Jurados
Ayrton Magnani Júnior
Inês Fernandes Correia
José Roberto Fresch

Quer conhecer melhor Aline Calixto?
Veja o site oficial
ou uma matéria no Estadão.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ney entre os gigantes

Já faz um tempo que ouvi o mais novo álbum de Ney Matogrosso, chamado "Beijo Bandido". E mais uma vez ele mostrou por que é um dos maiores intérpretes vivos do Brasil.



Assim como em "Inclassificáveis" (2008), o repertório deste disco é impecável e a potência com que Ney interpreta cada uma das 14 faixas é impressionante. Destas, quero destacar três músicas: "Segredo", composta por Herivelto Martins à época da sua famosa briga com Dalva de Oliveira, "Doce de Coco" choro de Jacob do Bandolim letrado pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho, e "Fascinação", de Dante Marchetti e Maurice de Feraudy, que foi imortalizada na voz da Pimentinha Elis Regina. Bom, vamos à elas:

Segredo


Doce de Coco


Fascinação


Para minha felicidade, conversei com este mestre há algum tempo e coloquei a entrevista no Blog da Sexy.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Para embalar a galera

Ontem acabei me perdendo no tempo do feriado e por isso não postei nenhuma novidade aqui no Vermute. Mas hoje venho para me redimir, e em grande estilo.

E minhas desculpas vêm com uma indicação de disco que precisa ser escutada por qualquer pessoa que pretenda embalar a galera em uma festinha. Trata-se do disco "Lord Astor e seu conjunto - É dança!", lançado em 1961.




Agora é cinza


Nas músicas, grandes sucessos como "Agora é Cinza"(que você ouve acima), "Copacabana", "Fita Amarela", "Feitiço da Vila" e "Eu sei que vou te amar". Isso sem falar nos clássicos gringos, como o sucesso de Paul Anka, "Oh Carol".

Fita Amarela


Para baixar esta beleza, visite o Loronix

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Som alumioso

Há algum tempo comprei na loja do SESC o CD do músico cearense Di Freitas. E devo dizer, que disco! Chamado “O Alumioso”, em referência ao escritor Ariano Suassuna, idealizador do Movimento Armorial, o CD dialoga com Suassuna quando cria uma arte erudita, a partir de elementos nordestinos.

Das 14 faixas, apenas duas não são de autoria de Di. Abrindo o disco, “Juazeiro” de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e "Vaca Estrela e Boi Fubá" de Patativa do Assaré. De resto, tudo vem das diversas influências musicais, fruto das fitas K7 e dos vinis trazidos das viagens do pai. É o caso das seguintes músicas: “Cantigas de Mouro”, onde se nota uma sonoridade meio medieval, meio árabe. “Salsa com Baião”que como o próprio nome sugere, mistura o ritmo nordestino com o caribenho. “A Dança do Rei Negro”, com sonoridades do oriente médio. Além destas, destaco a animada “Segura o Coco” e “Flor de Algodão”, que conta com bela participação da cantora Juliana Amaral.

No entanto, o grande mérito do disco não são as misturas musicais (que são muito bem feitas), e sim o fato de que os arranjos bem colocados, que de certa forma, criam uma paisagem na nossa cabeça e nos transporta para a mesma.

Segura o Coco

Salsa com Baião

Flor de Algodão

Músicas:
1. Juazeiro (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
2. A Transfiguração do Alumioso (Di Freitas)
3. Segura o Coco (Di Freitas)
4. Cantigas de Mouro (Di Freitas)
5. Manduri, Jati, Cupira (Di Freitas)
6. Salsa com Baião (Di Freitas)
7. A Dança do Rei Negro (Di Freitas)
8. Descendo a Serra (Di Freitas)
9. Vaca Estrela e Boi Fubá (Patativa do Assaré)
10. A Estranha Cavalgada (Di Freitas)
11. Lavras da Mangabeira (Di Freitas)
12. Flor de Algodão (Di Freitas)
13. Memórias do Boi Mansinho (Di Freitas)
14. O Alumioso Caririzeiro (Di Freitas)

Compre aqui esse disco.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O batuque que veio da Céu

No post de ontem Alberto Riva falou da ótima Verônica Ferriani. Hoje eu vou falar da Céu. Pode até ser repetitivo duas recomendações, uma atrás da outra, mas é que não dá pra ficar sem comentar o novo disco dela.



Vagarosa (é esse o nome do disco) acabou de sair. É estrondosamente melhor do que o primeiro disco da Céu por um motivo: Céu consegue criar um estilo próprio, com influências do samba, rap, música eletrônica, psicodelia, tudo na medida certa. Antes que os sambófilos mais ortodoxos me xinguem, vai a faixa que abre o disco:

Sobre o amor e seu trabalho silencioso



Este sambinha nada mais é do que o prelúdio para a segunda canção, a ótima "Cangote", que não tem nada a ver com samba. Quer ouvir? Clique aqui. O segundo batuque da moça é "Vira Lata", composta por ela e com participação especial de Luiz Melodia. Vale a pena:

Vira Lata



Pra finalizar, uma faixa curiosa. "Rosa menina Rosa" carrega a temática do samba, tem um clima noturno, uma mistura de música eletrônica com rock. Aos curiosos, aí vai:

Rosa Menina Rosa

Quem não aguentar de vontade e quiser baixar o disco agora mesmo, pode visitar o Música da Boa

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As belas versões de Fernanda

Uma das coisas que deveriam ser mais respeitadas pelo meio musical em geral é o ato de se fazer uma versão. Vira e mexe aparecem releituras de clássicos da música. Para desgosto geral, a grande maioiria destrói todo o encadeamento harmônico e melódico de uma obra, e o que era para ser uma homenagem acaba se tornando uma baita prova de falta de respeito.

É o que acontece em todo "Fama" ou "Ídolos" da vida. Fulano quer dar sua cara para a música e em alguns segundos estraga uma obra que, não raras as vezes, demorou meses para sair do forno. Essa sensação passou longe quando ouvi o mais novo CD da talentosa Fernanda Takai, chamado "Luz Negra".

Gravado ao vivo, mas com qualidade de estúdio, o disco conseguiu a façanha de ter um repertório de primeiríssima linha sem uma música inédita sequer. Entre as versões de muito bom gosto, destacarei quatro.

A primeira, que dá nome a obra, é de Nelson Cavaquinho e Irani Barros. O clima deprê do samba de Nelson ganha outra cara com a guitarra de John Ulhôa:


Em seguida, um dos maiores clássicos de Zé Kéti e Hortênsio Rocha, "Diz que fui por aí" também com uma guitarra muito bem encaixada:


Em seguida, "Kobune", a versão nipônica para "O Barquinho" de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli:


Para finalizar, um dos choros mais bonitos de Ernesto Nazaré, "Odeon". Aqui, ainda acompanha a letra feita por Vinícius de Moraes:


Ainda tem "Com açúcar, com afeto", do Chico Buarque; Insensatez, de Jobim e Vinícius, e "Sinhá Pureza", de Pinduca. Mas a grande verdade é que todas as faixas são excelentes e tornam o disco extremamente recomendável. Mais no site da Takai.

Mais no Vermute com Amendoim
Fernanda Takai já havia sido tema de post no Vermute.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A seresta de João Macacão


João Macacão é velho conhecido das noites paulistanas. Seja em rodas de choro ou de samba o violão de 7 cordas de João sempre foi muito bem chegado. Como se só a noite não lhe fosse o bastante, João ainda acompanhou, por mais de 20 anos, o caboclinho querido Silvio Caldas. Além disso, também tocou ao lado de nomes como: Orlando Silva, João Dias, Gilberto Alves, Altamiro Carrilho, Paulo Vanzolini etc.

Até o ano de 2002, quando participou como intérprete da coletânea "O acerto de contas de Paulo Vanzolini", Macacão limitava-se a acompanhar os cantores com seu 7 cordas. "Serestando" é seu primeiro trabalho solo. E que bela estreia. A começar pela escolha do repertório, que contempla nomes como: Noel Rosa, Ary Barroso, Hervê Cordovil, Chico Buarque, Monsueto, Herivelto Martins, Adelino Moreira, Sinhô e outros. Os músicos também são de primeira. Entre eles estão os velhos amigos do Conjunto Paulistano, que é formado pelo próprio, Milton Mori, João Wertchko e Tigrão.


João possui um cantar sóbrio, sem frescura. Em determinados momentos lembra até o saudoso Nelson Gonçalves. Além disso, as interpretações de Macacão possuem algo imprescindível para o sucesso do estilo em que aposta: a emoção. Talvez pelo fato de sua criação musical ter sido marjoritariamente pela noite, onde tal atributo é fundamental para o sucesso. Vale ressaltar também a versatilidade do repertório do disco, choro, seresta, maxixe e samba, todos belamente executados.


Músicas:
01- A volta do boêmio (Adelino Moreira)
02- Pra machucar meu coração (Ary Barroso)
03- Me deixa em paz (Ayrton Amorim / Monsueto Menezes)
04- Perfil de São Paulo (Bezerra de Menezes)
05- Jangada (Hervê Cordovil / Vicente Leporace)
06- Cabeça chata (Eratóstenes Frazão)
07- Gosto que me enrosco (Sinhô)
08- Conceição (Jair Amorim / Dunga)
09- Felicidade (Miltom da Silva)
10- Ela me beijou (Herivelto Martins / Arthur Costa)
11- Velhas cartas de amor (Klécius Calda)
12- Meu caro amigo (Chico Buarque / Francis Hime)
13- Quando o samba acabou (Noel Rosa)
14- E os outros que se danem football club (Antonio de Almeida)


Ouça no myspace de João algumas músicas deste disco.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A música de Di Freitas

O post de hoje é graças a dica do amigo Daniel Marques da Revista Cult. Trata-se da música do cearense Di Freitas.

Di Freitas tem quilometragem longa na música. Estudou violoncelo e violão clássico no centro de formação do SESI de Fortaleza. Fez parte da Orquestra Filarmônica de Goiás, não só como músico, mas também como arranjador.

Entre outros projetos, Di também comanda há sete anos na APAE de Juazeiro do Norte um programa que envolve a produção musical através de materiais alternativos. Ele ainda trabalha como luthier, fazendo instrumentos que se utilizam de cabaças como matérias-primas.

Em fevereiro desse ano, lançou pelo selo SESC o CD Alumioso. Nele o músico toca rabeca, violão, violoncelo e outros instrumentos. A banda que o acompanha é fomada por Éder "O" Rocha na percussão, Filpo Ribeiro tocando viola e rabecas, e Ari Colares também na percussão.

Se você gostou da música de Nicolas Krassik, vai curtir também o som de Di Freitas.

Ouça as músicas no myspace de Di Freitas.

Para quem se interessou, hoje tem show no SESC Piracicaba, amanhã no SESC Campinas e dia 17 no SESC Avenida Paulista.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vermute recomenda: Cidade das Noites


O CD Cidade das Noites é formado por Anabela e Edu de Maria, do Núcleo de Samba Cupinzeiro e Renato Martins e Roberto Didio, do Terreiro Grande. A divisão de "funções" foi basicamente a seguinte: Roberto Didio, Renato Martins e Edu de Maria assinam as músicas e Anabela fica encarregada das interpretações.

Mais uma vez exalto a belo voz de Anabela que, cada vez mais nos dá indícios de que em pouco tempo figurará entre as grandes cantoras brasileiras. Como compositor já sabíamos do potencial de Edu de Maria por conta do CD do Cupinzeiro. A boa surpresa fica por conta de Renato e Roberto que se revelam excelentes compositores, uma faceta até então desconhecida do grande público.

Bicicleta Ruidosa (Renato Martins / Roberto Didio)


Composto na sua maioria por sambas, Cidade das Noites é repleto de homenagens: Cristina Buarque, Rosa Luxemburgo, o poeta Murilo Mendes, no entanto a que mais me emocionou foi a feita para Carlos Marighella e para tantos outros que lutaram contra a ditadura. No encarte a música é dedicada "aos corações especiais que 'não tiveram tempo de ter medo' ".

Nome, Sobrenome e Codinome (Renato Martins / Roberto Didio)


Não há sequer uma música "mais ou menos", e os ótimos arranjos fazem de Cidade das Noites um disco que quando acaba já da vontade de escutar de novo.

Só para registro, há participações de Cristina Buarque e Amélia Rabello.

Músicas:
01- Cidade das Noites (Renato Martins / Roberto Didio)
02- O Mar e o Amor (Renato Martins / Roberto Didio)
03- Toada da Libertação (Edu de Maria / Roberto Didio)
04- Valsa que Jamais (Renato Martins / Roberto Didio)
05- Samba da Escuridão (Renato Martins/ Tuco / Roberto Didio)
06- Bicicleta Ruidosa (Renato Martins / Roberto Didio)
07-Quatro Quadras (Renato Martins / Roberto Didio)
08- Pela Última Vez (Edu de Maria / Roberto Didio)
09- Fox-Trotsky (Renato Martins / Roberto Didio)
10- Cais (Renato Martins / Roberto Didio)
11- Cemitério dos Pássaros (Renato Martins / Roberto Didio)
12- Canção Para Murilo Mendes (Renato Martins / Roberto Didio)
13- Nome, Sobrenome e Codinome (Renato Martins / Roberto Didio) 

Compre aqui.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Jota Canalha - A Voz do Botequim


Num tempo em que o politicamente correto começa a ganhar cada vez mais adeptos, o lançamento de um disco como esse é realmente para se comemorar. O trabalho em questão é o CD A Voz do Botequim (Rob Digital). Nele, Henrique Cazes assume a pele do ácido Jota Canalha, que logo nas três primeiras faixas já atira contra os chatos (presença garantida em todo boteco que se preze), as lésbicas, as ONGs e contra essa mania realmente inconveniente de tudo agora mudar de nome, como diz o verso:

Mendigo agora é morador de rua
E aleijado é só deficiente
Não tem favela só comunidade
Crioulo chama afro-descendente

Outro samba com alvo bem explícito é o "Malas Madrinhas". Nele, Jota critica essa coisa de ficar apadrinhando todo mundo. Porém o que mais irrita nesse pessoal é o fato de eles gravarem, por exemplo, um disco em homenagem ao Cartola. Além de selecionarem as músicas mais batidas, ainda ficam com aquela pose de que mereciam uma medalha por pesquisar e descobrir a música brasileira. Aí Jota Canalha diz:

Sonha que ensinou o Cartola a fazer samba
E ao Nelson Cavaquinho mostrou a batida do violão
Que revelou ao Rildo Hora os segredos do estúdio

E ao Ubirany como é tocava repique de mão
Treinou o Zeca no suingue sincopado
E serviu o primeiro conhaque Domecq ao Paulão

Entretanto, engana-se quem pensa que Jota Canalha vem sempre com quatro pedras na mão. Há uma justa homenagem aos tãos criticados farofeiros e aos sambistas que não pensam duas vezes na hora de mandar um bom prato pra dentro.

Entre as doze músicas que compoem o disco, apenas uma não é da autoria de Jota Canalha. Mulher Indigesta, um clássico de Noel Rosa não poderia ficar de fora do disco, já que ele foi o precursor na arte de fazer samba com uma levada mais caricata.

Chatos em desfile



Músicas:
1- Chatos em desfile (Jota Canalha)
2- Onde é que já se viu? (Jota Canalha)
3- Lero-lero blá-blá-blá ou papo de ONG (Jota Canalha)
4- Fim de semana na serra (Jota Canalha)
5- Piquenique a beira-mar (Jota Canalha)
6- Dieta de sambista (Jota Canalha)
7- Casal perfeito (Jota Canalha) part. esp. de Alfredo del Penho & Pedro Paulo Malta
8- Baranga das dez, broto das duas (Jota Canalha)
9- Pra que reclamar? (Jota Canalha)
10- Malas madrinhas (Jota Canalha)
11- Mulher indigesta (Noel Rosa)
12- Que sorte! (Jota Canalha)

Compre aqui o CD A Voz do Botequim.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sacudido e dançante

Hoje o Vermute conta com a ilustre participação de um amigo-convidado. O jornalista Alexandre Agabiti, editor da Revista Invicto, escreve sobre o segundo disco do francês Nicolas Krassik, intitulado "Caçuá". Aproveitem:



“Caçuá” dá continuidade à linha adotada no primeiro CD: uma bem-dosada combinação de tradição e modernidade em que o respeito à tradição não engessa a ousadia, gesto que renova os gêneros. O repertório é bastante equilibrado, com clássicos e composições inéditas. Dono de uma técnica sólida, Nicolas Krassik não cai na tentação fácil de exibir seu virtuosismo com malabarismos estéreis. Prefere tocar de modo mais sóbrio, valorizando a melodia, sem nunca perder a fluidez e o matiz lírico do fraseado.

Uma bela versão de “Deixa a menina”, de Chico Buarque, abre o disco. O violino brilha soberano na melodia e nos improvisos, escoltado pelo violão de sete cordas de Nando Duarte. A segunda faixa, que dá nome ao CD, de João Lyra e Maurício Carrilho, apresenta a tradição da viola caipira e dos ritmos nordestinos e uma delicada melodia exposta pelo violino. “Juízo Final”, de Nélson Cavaquinho e Élcio Soares, ganha ares meditativos no arranjo de Krassik, em que o pizzicato da primeira parte cede lugar na segunda às notas alongadas do violino tocado com arco. Uma gravidade semelhante domina a releitura de “Último desejo” (Noel Rosa), arranjada por Luís Filipe de Lima e Krassik em compasso de choro.

Os ares nordestinos chegam no medley de “Sanfona Sentida” (Anastácia e Dominguinhos) e “Cheirinho de Mulher” (Sivuca), em que o violino mantém um diálogo com o acordeon de Chico Chagas. Acreano radicado no Rio, Chagas tem formação jazzística, arranja e compõe. Para o primeiro disco de Krassik, compôs “Forró do Ça Va”, um baião cheio de afetuoso lirismo. Com razão, Krassik o considera como o melhor acordeonista brasileiro depois de Dominguinhos. O sabor nordestino continua no xote “Na casa do Zezé”, composição de Chagas que se destaca pela beleza da melodia.

Um dos pontos altos do disco é “Casamento da raposa”, de Gerson Filho, arranjada por Marcelo Caldi. A partir de uma cadência marcada por zabumba, pandeiro e triângulo, os outros instrumentos – bandolim, violino, acordeon, dois violões de sete cordas, além do pífano e do sax soprano de Carlos Malta – se lançam em uma dança eletrizante, cheia de verve. Sabor mediterrâneo é a tônica de outro medley, reunindo a folclórica “Karanfil” e “Santa Morena”, de Jacob do Bandolim, em que o violino leva o ouvinte para um passeio por sonoridades árabes-andaluzas.

O Nordeste volta à baila no pot-pourri final, no qual Krassik toca três temas ao lado do rabequeiro pernambucano Luiz Paixão: “Bem temperado” e “Arrumadinho”, de Paixão, e “Flor de ingazeira”, de Nelson da Rabeca. O registro é rústico, seco como o sertão.

Pela primeira vez, Krassik – que se considera muito mais intérprete do que compositor – gravou duas peças de sua autoria: “Petite maman” e “Meu maxixe”. A primeira é uma terna homenagem à mãe, que morreu em 2005. Nas palavras do violinista, “ela mostra meu lado europeu, pois a melodia evoca Chopin, compositor que minha mãe gostava de tocar, e meu lado brasileiro, pois o ritmo é de samba”. A outra composição é um tema sacudido e dançante – como boa parte do disco –, e é vista por Krassik como mero “exercício de estilo”. Pode-se concordar ou não com a afirmação, mas é certo que o francês aprendeu a lição.


Ficou interessado? Baixe aqui o disco para conhecê-lo melhor.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Paula Mirhan: talentosa e jovial

Ela canta, faz careta e mostra uma procura bastante pessoal em relação à leitura que faz das músicas que interpreta. Anteontem em Corumbá, sua cidade natal, ontem em Campinas e há quatro anos em São Paulo, o ponto de chegada do percurso percorrido até agora por Paula Mirhan.

Paula tem 25 anos, é cantora e atriz formada em artes cênicas pela Unicamp. Desde menina sentia que para ela Corumbá era uma cidade pequena demais. Mudou seu cantinho para um aconchegante apartamento em uma travessa da Rua Augusta.

Dentre as demais escolhas que fez, a Universidade Livre de Música-Tom Jobim foi determinante na sua carreira. Lá, venceu o Festival da ULM na categoria intérprete em 2006. Dois anos depois ela concorre novamente ao mesmo prêmio.

Foi também nos corredores da instituição que conheceu o amigo, compositor e violonista Wagner Barbosa. Na etapa atual desse caminhar, Paula e Wagner, além de amigos são colegas de profissão e dividem o palco. Sábado a jovem cantora interpreta as composições de Wagner no segundo e último final de semana de lançamento do CD “Amanhecer”.

Os dois músicos apresentarão um repertório que transita por gêneros tipicamente brasileiros, como o samba Amanhecer, que dá nome ao disco, e a humorada Paris, Francamente, os sambas-canção Clichê e Volta, as bossas Meio Samba e Escolha, o baião Boto, além das inclassificáveis Realejo e Móbile. A última elogiada por Mônica Salmaso, que sugeriu o título ao associar a melodia da música com a idéia do objeto. O genial Guinga também elogiou as composições de Wagner, "nossa, posso dizer que essa música é guinguiana?"

Apesar de apostar na venda do próprio disco, os dois disponibilizam suas faixas como uma forma de combate aos abusivos preços praticados nas prateleiras de Cd´s. Escute o material na íntegra aqui.
Wagner traz para as letras principalmente uma leitura bastante pessoal sobre o desalento e implicações que estão envolvidos no saber amar com liberdade. Paula interpreta as composições com calma. O resultado é um bonito CD, começando pelo bom gosto do encarte. Mas o precioso é que o embrulho não vem vazio, resguarda um material de melodias agradáveis, arranjos simples, que, sim, comunicam. Pequenos segredos podem ser descobertos por um bom ouvinte que estiver atento aos ricos detalhes que foram muito bem escolhidos: o barulho delicado de um móbile no início da faixa oito, uma brincadeira de estúdio na voz de Paula Mirhan “ai esse povo bagunceiro!”, que foi incorporada em Escolha, faixa sete e que dão ar de acabamento ao CD. O material de pouco mais de 35 minutos traz músicas que são breves sem deixarem de ser profundas, mas que justamente por apresentarem fluidez, poderiam vez ou outra, se esticarem mais.

O CD foi gravado entre maio de 2006 e maio de 2007.
Paula exala uma mistura bem temperada de movimento e reflexão. “Muitas vezes fazemos o contrário, mas acho que devemos priorizar teorizar aquilo que experimentamos”. Paula experimenta e caminha na música, feliz.

Ela estuda percepção, técnica vocal e harmonia. “Música para mim sempre foi letra”, conta. Mas aprendeu a trabalhar a voz como um instrumento, e está mais atenta hoje para a dinâmica e o ritmo.

Para agregar mais valor ao seu trabalho, Paula costuma beber nas outras artes. O cinema, uma fonte inesgotável de inspiração, é para ela também ferramenta de trabalho. “Percebo que é muito difícil encontrar cantores interados das outras artes, como literatura, teatro ou cinema. Dou muita importância a isso. "
Nos papos sobre música brasileira é muito fácil encontrar discursos saudosistas, desmotivados com a produção atual. O duro é que muitas vezes por trás desta saudade aparece um ouvinte pouco curioso e distante do material que está sendo produzindo hoje. Para quem ainda se mostra vivaz e disposto, fica aqui uma bela dica para este final de semana.

LANÇAMENTO DO DISCO AMANHECER - Paula Mirhan e Wagner Barbosa.
Onde: TEATRO X - Rua Rui Barbosa, 399 - Bixiga

Quando: dia 08/11 as 16h - convidado especial: Conrado Paulino 09/11 - 16h - convidado especial: Chico Saraiva
Ingresso: R$ 15 (estudantes: R$ 7,50).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lançamento dos bons

Há alguns meses já gravado, finalmente o novo disco de Dona Inah tem data para sair. O motivo de tanta demora foi a falta de uma empresa que se interessasse em distribuir o CD. Com o compromisso assumido pela Dábliu Discos, o lançamento ocorrerá amanhã as 21:00 no SESC Pompéia, e custa só 16 reais. Taí um bom programa pra quinta-feira.



O disco, todo com repertório do impecável Eduardo Gudin, e claro com seus constantes parceiros: os três Paulos (da Viola, Cesar Pinheiro e Vanzolini). "Fiz esse trabalho com muito carinho. O Gudin merecia. É um amigo, e as músicas são lindas", disse a senhora de 73 anos ao jornal Folha de S.Paulo.

Em depoimento a colunista do Vermute, Paula Duarte, Dona Inah conta que Gudin duvidou que ela faria um disco totalmente baseado na sua obra: “Ele duvidou que eu faria um trabalho só com as suas músicas, mas eu o infernizei tanto que ele passou então a me mandar muitas músicas.”.

A matéria da Folha também lembra um acaso que aconteceu com seu primeiro disco, um compacto duplo lançado pela Record. "Acho que a matriz desapareceu no incêndio da TV Record", afirma a cantora. "Não guardei cópia e nunca encontrei quem tivesse uma", lamenta Dona Inah.

E aí, alguém tem esse disco perdido? Nós temos o "Divino Samba Meu", que veio exatamente antes deste que será lançado

Para quem continua indeciso, a matéria da Folha de S.Paulo ajuda a decidir

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