Mostrando postagens com marcador samba e futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador samba e futebol. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O dia em que Moreira da Silva salvou o Rei Pelé

Considerado o último malandro à moda antiga e um dos precursores do samba-de-breque, Moreira da Silva (1902-2000) tem uma importância fundamental no título da Seleção Brasileira em 1970, no México. Mais especificamente na partida contra a Inglaterra.

Pelo menos, Morengueira tinha essa importância na cabeça do jornalista e compositor Miguel Gustavo, um dos parceiros mais importantes de Moreira. Foi dele a ideia de criar essa faceta heróica ao sambista. Antes de ser agente secreto e salvar Pelé, o malandro já tinha dado as caras no velho oeste encarnando a figura do justiceiro Kid Morengueira. Anos mais tarde seria gangster e acabaria com a quadrilha de Al Capone para depois dar um pulo no Brasil e tornar-se o Rei do Cangaço.

O enredo do samba é que Bond, James Bond, recebe a missão de sequestrar Pelé para que a Inglaterra tivesse o caminho mais fácil no mundial de 1970, tendo assim, maiores chances de se sagrar bicampeã.

Acompanhando 007 estava Claudia Cardinale. Os dois se hospedam na concentração do Santos e, à beira da piscina, o rei do futebol e a atriz protagonizam um romance que deixa Bond furioso. O inglês tira o soco inglês e parte para cima de Pelé. Mas ele não contava com o agente brasileiro Moreira da Silva que, além de salvar o camisa 10, prende o maior agente do mundo no DOPS e desperta o amor de Cardinale após um dia de pif-paf no Guarujá e uma bela pizza no Brás.


No fim das contas o Brasil derrotou a Inglaterra na Copa de 70 por 1 x 0, gol de Jairzinho após passe de Pelé. Naquele mesmo ano, Miguel Gustavo assinaria uma composição mais conhecida do torcedor nacional: “Pra Frente Brasil”.

Salve Morengueira e o samba-de-breque, Miguel Gustavo e Pelé, é claro!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Samba e futebol

Como todo mundo já está careca de saber, na última sexta-feira, a nossa seleção foi eliminada da Copa. No entanto, em meio a tanta decepção que este time nos causou, acho que há um faixo de esperança nisso tudo.

O fracasso de 2006 fez com todos pedissem uma seleção mais séria, sem todo aquele circo com treinos televisionados e invasão de torcedores. Em 2010, Dunga fez justamente o inverso. Isolou o selecionado canarinho de qualquer contato com torcedores e imprensa. Além de privilegiar a confiança ao invés do talento. Creio que agora, o clamor será por um time que resgate aquele futebol ofensivo que nos consagrou. Claro que isso tem influência direta da nova safra de jogadores que vêm surgindo, liderados pela dupla Neymar e Ganso.

Enfim, que a derrota para Holanda sirva para colocar nosso futebol nos eixos. Deixo aqui o samba "Brasil Holandês, Homenagem a Maurício de Nassau", de Mano Décio, Abílio Martins e Chocolate




Pernambuco teve a glória
Divulgada na história
Do Brasil colonial
Do governo altaneiro
Para o povo brasileiro
De João Maurício de Nassau
O progresso foi marcado
E por ele foi deixado
Na expansão comercial
Como governador
Conseguiu incrementar
A produção nacional
João Maurício de Nassau
Que desenvolveu no Brasil
Na indústria açucareira
E o transporte da nossa madeira
João Maurício de Nassau
Culto e sereno, jovial
Deu assistência social
Ao grande Brasil colonial

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dunga, leve o Ronaldo

Chega a época de Copa do Mundo e começam a pipocar um monte de músicas sobre o tema. Uma delas é esta aqui, um forró de Germano Junior, que quase implora para que o Dunga convoque o Ronaldo para o mundial. E aí, você aprova o pedido?

"Dunga, leve o Ronaldo"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pet, o ídolo do Mais Querido

Recente fiz uma matéria para o novo formato da Revista Invicto falando da relação entre música (principalmente samba) e a paixão pelo futebol.

E não foi que hoje, no blog Ancelmo.com, do O Globo, ouvi um samba feito para o ídolo do Mengão, Pet!

Feito por Alvaro Gribel, o som exalta o caminho de glórias trilhado pelo atual camisa 43. O samba, que já foi ouvido por mais de 25 mil pessoas, não é um primor. É bom e associado a paixão dos rubro-negros certamente é mais emocionante.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eles se renderam

A música é conhecidíssima. Foi composta por Ary Barroso em uma noite de chuva torrencial de 1939 e gravada no mesmo ano pelo rei da voz, Francisco Alves, com arranjos extraordinários (como costumavam ser) de Radamés Gnattali.

Estamos falando da belíssima "Aquarela do Brasil", um samba que exalta esta "terra de samba e pandeiro" bem aos moldes do que Getúlio Vargas queria para "estatizar" a cultura nacional. Curiosamente foram justamente os censores de Getúlio que queriam eliminar o verso que fala do samba. Afinal, antigamente tocar pandeiro era sinônimo de arruaça.

Fatalmente todo e qualquer brasileiro que se preza já escutou a canção. Mas mundo afora seu sucesso também é estrondoso. É conhecida em inglês como "Watercolor of Brazil", mas eu não sabia que nossos hermanos argentinos também apreciavam esta beleza. Veja só a torcida do Boca Juniors:



Para quem se interessa por cantitos, essa festa que a torcida faz, a Revista Invicto traz uma matéria sobre o assunto. Por sinal, feita por este que vos escreve.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

É gol! Que felicidade!

Conhece essa?



"Replay" foi gravada na década de 70 pelo Trio Esperança, três jovenzinhos com um vocal invocado que haviam feito muito sucesso com a "Festa do Bolinha". Essa música atravessou o tempo e até hoje toca na rádio. Só que em forma de vinheta. Basta a pelota entrar na rede que, nas transmissões da Rádio Jovem Pan, começa o refrão "É goooool! Que felicidaaaade! É gooool, o meu time é alegria da cidaaaade!" A ideia de adotar a música veio junto com uma reformulação da rádio, então conhecida como Panamericana, a "emissora dos esportes". A reforma mudou o nome e o jeito de se fazer rádio, muito menos pesado. Foi nessa época que começou um dos monstros da narração, Osmar Santos. Mas quem melhor usou a vinhetinha foi outro titã, José Silvério - o pai do gol.

Veja quatro gols narrados por Silvério, na final do Campeonato Paulista de 1993. Palmeiras 4 X 0 Corinthians.

Em 2003, outro trio gravou com muito mais suingue, o Mocotó. Ouça aqui

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ao "Mais Querido"

São inúmeros os sambas que tratam de futebol. É como se as duas culturas mais populares do país se unissem. E o resultado dificilmente fica ruim. A bola da vez é uma composição de Wilson Batista e Jorge de Castro, que fala do Flamengo. "Samba rubro-negro" foi feita na década de 50. O príncipe Roberto Silva gravou em 1955, ano em que o "mais querido" conquistou pela terceira vez consecutiva o campeonato carioca. Três nomes foram essenciais nessa conquista: o meio campo Rubens, o volante Dequinha e o zagueiro Pavão. Não à toa, são os homenageados no samba.

Ouça na voz de Carlinhos Vergueiro


Flamengo joga amanhã, eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge pro Mengo ser Campeão

Pode chover, pode o sol me queimar
Que eu vou pra ver
A Charanga do Jaime tocar
Flamengo, Flamengo, tua glória é lutar
Quando o Mengo perde eu não quero almoçar eu não quero jantar

Em 1979, João Nogueira, outro flamenguista roxo, gravou no disco "Clube do Samba".


Só que dessa vez, o trio exaltado era outro: Zico, Adílio e Adão. Com um arranjo diferente, João também inovou ao colocar a torcida do Mengo na gravação:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...