Em 1977 foi lançado pela Marcus Pereira o disco Dilermando Pinheiro – Batuque na Palhinha. Dilermando havia falecido há dois anos, antes de participar de um programa em homenagem aos 20 anos da morte do compositor Geraldo Pereira.
Dilermando ficou famoso quando ao lado de Cyro Monteiro formou a Dupla Onze. Com ele participou do espetáculo Teleco Teco Opus nº1, que resultou no antológico disco de mesmo nome. Na época o Fantástico exibiu um comentário sobre o lançamento do LP (coisa impensável nos dias de hoje) e exibiu cenas de sua última apresentação.
terça-feira, 15 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O tropicalismo de Di Cavalcanti
" - A mulata, para mim, é um símbolo do Brasil. Ela não é preta nem branca. Nem rica nem pobre. Gosta de música, gosta do futebol, como nosso povo."
Baile Popular - 1972
Com 17 anos, antes de ingressar nas salas do Largo São Francisco, em São Paulo, Di já vendia algumas caricaturas para a Revista Fon Fon. Sua trajetória em São Paulo e seu interesse pela arte resultou em uma amizade com os modernistas Mário de Andrade e Oswald de Andrade.
A relação resultou em uma sutil participação da Semana de Arte Moderna. Di tinha 25 anos e, na verdade, participou criando o catálogo e o programa. Um ano depois viajou à Europa e acabou conhecendo grandes nomes, como Picasso e Matisse. 
As pinturas relacionadas à música começaram em 1926, um ano após sua volta para o Brasil. Neste ano, Di desenhou “Samba”, sem se utilizar cores. Outra tela com o mesmo nome veio em 1928, dessa vez esbanjando cores e com os traços que marcariam seu estilo na definição dos volumes.
Di é, sem dúvida, um dos principais nomes da pintura nacional. A sensualidade, que às vezes beira o erotismo, é tema recorrente de suas pinturas. Mulheres nuas, pescadores, sambistas, tudo recheado de muita cor. Uma cor quente, tropical.
A frase é de Emiliano Di Calvalcanti, que nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, estudou direito, mas entrou para a história como pintor.
Baile Popular - 1972

Com 17 anos, antes de ingressar nas salas do Largo São Francisco, em São Paulo, Di já vendia algumas caricaturas para a Revista Fon Fon. Sua trajetória em São Paulo e seu interesse pela arte resultou em uma amizade com os modernistas Mário de Andrade e Oswald de Andrade.
Samba - 1928

A relação resultou em uma sutil participação da Semana de Arte Moderna. Di tinha 25 anos e, na verdade, participou criando o catálogo e o programa. Um ano depois viajou à Europa e acabou conhecendo grandes nomes, como Picasso e Matisse.
Músicos - 1963

As pinturas relacionadas à música começaram em 1926, um ano após sua volta para o Brasil. Neste ano, Di desenhou “Samba”, sem se utilizar cores. Outra tela com o mesmo nome veio em 1928, dessa vez esbanjando cores e com os traços que marcariam seu estilo na definição dos volumes.
Samba- 1928
Di não só imprimia seu estilo nas telas. Também chegou a condenar abertamente o abstracionismo em diversos artigos e conferências. Em 1929 pintou Gafieira, retratando os saudosos salões de baile emergentes na década de 30 e 40.
Gafieira - 1929
Di é, sem dúvida, um dos principais nomes da pintura nacional. A sensualidade, que às vezes beira o erotismo, é tema recorrente de suas pinturas. Mulheres nuas, pescadores, sambistas, tudo recheado de muita cor. Uma cor quente, tropical.
Disco da semana: Ganha-se Pouco, Mas é Divertido - Cristina Buarque
Na minha opinião este é um dos melhores discos da discografia da Cristina Buarque. O disco, que homenageia o compositor Wilson Batista - injustamente mais conhecido pela polêmica em que se envolveu com Noel Rosa - é do jeito que Cristina gosta. Ou seja, divide clássicos como “Louco (ela é seu mundo)”, “Oh Seu Oscar” e “O Bonde de São Januário” com músicas menos conhecidas, entre elas a música “Deixa de ser convencida” (de Wilson feita em parceria com Noel) e o pout-porri que conta a história do mítico Cabo Laurindo.
Paulinho da Viola participa do disco interpretando o belo “E O 56 Não Veio”, o irmão Chico Buarque e o cantor Roberto Silva também dão uma canja, embelezando o CD. O produtor do disco, Hermínio Bello de Carvalho, também deu sua contribuição na música “Não Era Assim” com a cessão de um depoimento de ninguém menos que João da Bahiana.
Por incrível que pareça não encontrei esse disco a venda em nenhuma grande loja virtual, porém na internet ele é facilmente encontrado.
Músicas:
1. Sambei 24 Horas (Haroldo Lobo - Wilson Batista)
2. Ganhas-se Pouco, Mas É Divertido (Ciro de Souza - Wilson Batista)
3. Eu Não Sou Daqui (Ataulfo Alves - Wilson Batista)
4. Fui Eu ("Marina" Batista - Dunga
5. Boca De Sirí (Germano Augusto - Wilson Batista)
6. …E O 56 Não Veio (Haroldo Lobo - Wilson Batista) / Lá Vem o Ipanema ("Marina" Batista-Roberto Roberti-Arlindo Marques Jr.)
7. Inimigo Do Batente (Germano Augusto - Wilson Batista)
8. Gênio Mau (Rubens Soares - Wilson Batista)
9. Deixa De Ser Convencida (Wilson Batista - Noel Rosa)
10. Lá Vem Mangueira (Wilson Batista-Haroldo Lobo-Jorge de Castro) / Cabo Lauríndo (Wilson Batista-Haroldo Lobo) / Comício em Mangueira (Wilson Batista-Germano Augusto)
11. Diagnóstico (Germano Augusto - Wilson Batista)
12. Tenho Que Fugir (Germano Augusto - Wilson Batista)
13. Não Era Assim (Haroldo Lobo - Wilson Batista)
14. Louco (Wilson Batista-Henrique de Almeida) / Emília (Wilson Batista-Haroldo Lobo) / Oh! Seu Oscar (Wilson Batista-Ataulfo Alves) / O bonde de São Januário (Wilson Batista-Ataulfo Alves) / Mundo de zinco (Wilson Batista-Nássara)
Baixe esse disco no Prato e Faca.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Não veja Faustão neste domingo
A agenda do Vermute com Amendoim tenta sempre englobar o maior número de eventos, mas sempre algo acaba escapando às nossas vistas. Para isso, as dicas:
A primeira delas é o musical “Eu sou o Samba”, de Fátima Valença, que estreou ontem no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A peça narra a trajetória do samba dos anos 20 (quando bater pandeiro era motivo de cadeia) aos 70. Maxixe, samba-canção, samba de enredo e até a bola da vez, a bossa nova, aparecem no palco.
Entre as músicas que são cantadas, vale a pena destacar A Voz do Morro, de Zé Kéti, Feitio de Oração, de Noel Rosa, Exaltação à Mangueira, que ficou famosa na voz do saudoso Jamelão, entre outras. A peça é exibida de quinta a sábado, às 19h30 e de domingo às 18h. Os ingressos saem por 40 reais.
A outra dica desta sexta-feira é o show de Monarco ao lado do Núcleo de Samba Cupinzeiro. Monarco sairá de duas apresentações no Sesc da Paulicéia. O evento será neste domingo, em Campinas às 20h e custa 15 reais.
A primeira delas é o musical “Eu sou o Samba”, de Fátima Valença, que estreou ontem no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A peça narra a trajetória do samba dos anos 20 (quando bater pandeiro era motivo de cadeia) aos 70. Maxixe, samba-canção, samba de enredo e até a bola da vez, a bossa nova, aparecem no palco.
Entre as músicas que são cantadas, vale a pena destacar A Voz do Morro, de Zé Kéti, Feitio de Oração, de Noel Rosa, Exaltação à Mangueira, que ficou famosa na voz do saudoso Jamelão, entre outras. A peça é exibida de quinta a sábado, às 19h30 e de domingo às 18h. Os ingressos saem por 40 reais.
A outra dica desta sexta-feira é o show de Monarco ao lado do Núcleo de Samba Cupinzeiro. Monarco sairá de duas apresentações no Sesc da Paulicéia. O evento será neste domingo, em Campinas às 20h e custa 15 reais.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
"Isto faz um bem"
Não é só o samba que conseguiu espaço nas propagandas de televisão. O coco, ritmo nordestino que introduziu Bezerra da Silva no mercado fonográfico, também já foi usado para convencer os telespectadores que de que determinado produto era bom. E o produto em questão era a incipiente Coca-cola.
O vídeo a seguir é da década de 1950, época em que a marca adotou o slogan que seria usado por 14 anos "Isto faz um bem", destacando o sabor refrescante do refrigerante.
Mas a história da Coca-Cola no Brasil tem outros mergulhos na cultura popular. Em 1948, o refrigerante fazia seu primeiro patrocínio. O escolhido foi o ouvidíssimo o programa "Um milhão de melodias", na Rádio Nacional. Até então, o nome Coca-Cola era estranho aos ouvidos dos brasileiros. A campanha foi um sucesso.
Também de 1957 a 1962, a Coca-Cola promoveu, em parceria com o jornal Última Hora, o (ao meu ver lamentável) concurso Tamborim de Ouro. Bastava fazer um samba para o carnaval com o tema Coca-Cola e esperar. O melhor ganhava o prêmio daquele ano e, se ganhasse três vezes consecutivas, ganharia o Tamborim de Ouro. A vencedora foi a Portela.
Saiba mais da história da Coca-Cola
O vídeo a seguir é da década de 1950, época em que a marca adotou o slogan que seria usado por 14 anos "Isto faz um bem", destacando o sabor refrescante do refrigerante.
Mas a história da Coca-Cola no Brasil tem outros mergulhos na cultura popular. Em 1948, o refrigerante fazia seu primeiro patrocínio. O escolhido foi o ouvidíssimo o programa "Um milhão de melodias", na Rádio Nacional. Até então, o nome Coca-Cola era estranho aos ouvidos dos brasileiros. A campanha foi um sucesso.
Também de 1957 a 1962, a Coca-Cola promoveu, em parceria com o jornal Última Hora, o (ao meu ver lamentável) concurso Tamborim de Ouro. Bastava fazer um samba para o carnaval com o tema Coca-Cola e esperar. O melhor ganhava o prêmio daquele ano e, se ganhasse três vezes consecutivas, ganharia o Tamborim de Ouro. A vencedora foi a Portela.
Saiba mais da história da Coca-Cola
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Documentário sobre Geraldo Filme
Em 1998 foi lançado o documentário sobre a vida de Geraldo Filme, assinado pelo diretor Carlos Cortez. A obra que leva o nome do sambista ganhou os seguintes prêmios: Melhor Documentário Brasileiro (É Tudo Verdade – 1998), Melhor Média-Metragem (Festival de Cuiabá – 1998) e Prêmio Especial do Júri (Festival de Gramado – 1998).
O filme mostra imagens dos cordões carnavalescos do início do século passado, de desfiles da Vai-Vai e ainda conta com depoimentos de Plínio Marcos, Fernando Faro, Tobias da Vai-Vai, Osvaldinho da Cuíca, etc.
Abaixo há um trecho do documentário que foi disponibilizado no youtube. Já estou à “caça” do filme completo e assim que achar colocarei aqui.
Geraldo Filme (1/2)
Geraldo Filme (2/2)
Saiba mais sobre o filme aqui.
O filme mostra imagens dos cordões carnavalescos do início do século passado, de desfiles da Vai-Vai e ainda conta com depoimentos de Plínio Marcos, Fernando Faro, Tobias da Vai-Vai, Osvaldinho da Cuíca, etc.
Abaixo há um trecho do documentário que foi disponibilizado no youtube. Já estou à “caça” do filme completo e assim que achar colocarei aqui.
Geraldo Filme (1/2)
Geraldo Filme (2/2)
Saiba mais sobre o filme aqui.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Dica: Exibição de Brasileirinho
Não dá pra perder. Nesta e nas próximas quartas-feiras, a partir das 15h, o cineclube do Centro Municipal de Referência da Música Carioca exibirá o documentário Brasileirinho, do finlandês Mika Kaurismäki, com a história do chorinho.
O documentário foi oficialmente lançado em 2005, no Festival de Berlim. Passou também por mais de 30 países antes de chegar ao Brasil, o que ocorreu este ano. A entrada é franca.
O Centro Municipal de Referência da Música fica no Rio de Janeiro, na Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 21-3238-3831.
Saiba mais sobre o documentário e veja um trecho aqui
O documentário foi oficialmente lançado em 2005, no Festival de Berlim. Passou também por mais de 30 países antes de chegar ao Brasil, o que ocorreu este ano. A entrada é franca.
O Centro Municipal de Referência da Música fica no Rio de Janeiro, na Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 21-3238-3831.
Saiba mais sobre o documentário e veja um trecho aqui
O fim dos tempos, por Assis Valente
Assim como Noel Rosa, Assis Valente também era grande cronista do cotidiano do povo de seu tempo. Prova disso são as músicas “Tem Francesa no Morro” e “Good Bye Boy”, em que Valente satirizava a nada antiga moda de utilizar palavras oriundas da língua francesa e inglesa.Com o samba-choro “E O Mundo Não Se Acabou”, de 1938, não foi diferente. Na política, as coisas não andavam bem. Adolf Hitler tomava o poder na Alemanha e em menos de um mês anexava a Áustria ao III Reich. No Brasil, Getúlio Vargas detinha a faixa presidencial, suplantando a democracia.
Foi também a época de um eclipse total e logo apareceram rumores de que um cometa iria se chocar contra a Terra, causarando frisson na população que achava que o fim dos tempos estava próximo.
Assis valente não perdeu tempo e compôs o samba que diz:
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disto a minha gente lá em casa começou a rezar
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disto nesta noite lá no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou
Peguei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão
Agora soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou
A música, lançada em um compacto de 78 rotações da Odeon, ficou famosa na voz da pequena notável Carmem Miranda. Vale a pena conferir
segunda-feira, 7 de julho de 2008
"Mistério do samba" prestes a estrear
Uma cultural oral que agora está nas telonas. O esperado documentário de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor sobre a Velha Guarda da Portela teve sua seção première no último domingo, por conta da inauguração o Theatro Municipal de Paulínia. Foram dez anos no forno até que ficasse pronto.Com depoimentos de Monarco, Casquinha, Jair do Cavaquinho e algumas tias de Oswaldo Cruz, “Mistério do Samba” agradou a platéia. Conforme disse o jornalista do Estadão, Luiz Oricchio: “o filme é uma pequena maravilha, uma jóia”.
Embora não sejam propriamente da Velha Guarda, também participam do filme Paulinho da Viola, Marisa Monte e Zeca Pagodinho.
O começo – uma seqüência de fotos que revela o cotidiano de alguns portelenses – tem tudo a ver com a idéia principal de Lula: “Ver como o cotidiano daquele pessoal se transforma em música”.
Agora, um pouco da história do samba sai da oralidade para entrar na eternidade. Vale a pena esperar a estréia no circuito nacional.
domingo, 6 de julho de 2008
Disco da semana: O Samba é Minha Nobreza

Bem mais que uma simples escola
Que faz do sambista uma alteza
O samba enfim é a própria nobreza.
São com estes versos que o disco é aberto e finalizado. A música que assinada por Hermínio Bello de Carvalho, Teresa Cristina e Luciane Menezes funciona como uma comissão de frente, anunciando o que está por vir.
O repertório é ótimo e conta com músicas assinadas somente por pesos pesados como Bide e Marçal, Herivelto Martins, Cartola, Zé Kéti, Manacéa, Bubú da Portela, Jamelão, João da Baiana, Pixinguinha, Donga, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Zé da Zilda, Monarco, Ataulfo Alves, Assis Valente e tantos outros.
O CD é composto por poucas faixas, porém com muitas músicas nelas, em alguns casos elas até dialogam entre si. É o caso da faixa 5 em que a temática é a forma peculiar que o malandro usa para demonstrar amor pela sua companheira: a pancada!
Quanto aos intérpretes, há uma mescla de sambistas mais experientes, como Roberto Silva e Cristina Buarque com artistas que apareceram mais recentemente, como Mariana Bernardes, Pedro Paulo Malta, Pedro Miranda, Paulão e Teresa Cristina.
Músicas:
DISCO 1
01 - O samba é minha nobreza (Hermínio Bello de Carvalho / Teresa Cristina / Luciane Menezes)
• Primeira Escola (Pereira Matos / Joel de Almeida)
• Quem vem lá? (Bide / Marçal)
• Queremos ver (Antônio Caetano, Monarco)
• Mangueira, não (Herivelto Martins / Grande Otelo)
• Silenciar a Mangueira (Cartola)
• A voz do morro (Zé Kéti)
• O samba é minha nobreza (Teresa Cristina / Hermínio Bello de Carvalho / Luciane Menezes)
02 – Morro (Dunga / Mauro Rossi)
• Gorgear da passarada (Casquinha / Argemiro)
• Ao romper da aurora (Ismael Silva / Francisco Alves / Lamartine Babo)
• Na linha do mar (Paulinho da Viola)
• Manhã brasileira (Manacéa)
• Esta melodia (Bubu, Jamelão)
03 - Batuque na cozinha (João da Baiana)
• Malandro pasteleiro (João da Baiana)
• Quando a polícia chegar (João da Baiana)
• Patrão, prenda seu gado (Pixinguinha / Donga / João da Baiana)
04 - Você me paga o que fez (Nássara)
• Não é economia (Wilson Batista / Haroldo Lobo)
• Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues / Evaldo Rui)
• Tens de compreender (Nássara)
• Falta um zero no meu ordenado (Ary Barroso / Benedito Lacerda)
• Salário mínimo (Ernâni Alvarenga)
05 - Mulher de malandro (Heitor dos Prazeres)
• Marido da orgia (Ciro de Souza)
• Amor de malandro (Ismael Silva / Francisco Alves)
• Vou contar tintim por tintim (Cartola)
• Dinheiro não há (Ernâni Alvarenga)
• Se essa mulher fosse minha (autor desconhecido)
06 - Fez bobagem (Assis Valente)
• É pancada (Ernâni Alvarenga)
• Vai trabalhar (Ciro de Souza)
• O dinheiro que ganho (Assis Valente)
• Inimigo do batente (Wilson Batista / Germano Augusto)
• O vento que venta lá (Ataulfo Alves)
DISCO 2
01 - O pagamento ainda não saiu (Haroldo Lobo / Geraldo Pereira)
• Coitado do Edgar (Benedito Lacerda / Haroldo Lobo)
• Volte pro morro (Benedito Lacerda / Darcy de Oliveira)
• Se eu pudesse (Zé da Zilda / Germano Augusto)
02 – Preconceito (Marino Pinto / Wilson Batista)
• Boogie Woogie na favela (Denis Brean)
03 - Mãe solteira (Jorge de Castro / Wilson Batista)
04 - Mandei fazer um patuá (Norberto Martins / Raimundo Olavo)
• Pisei num despacho (Geraldo Pereira / Elpídio Viana)
• Você está sumindo (Geraldo Pereira / Jorge de Castro)
05 - Um caboclo abandonado (Benedito Lacerda / Herivelto Martins)
06 - Na aldeia (De Chocolat / Carusinho / Sílvio Caldas)
07 - Oh! Seu Oscar (Ataulfo Alves / Wilson Batista)
08 - Chegou a bonitona (José Batista / Geraldo Pereira)
• Comigo não (Ciro de Souza)
• Calo de estimação (Zé da Zilda / José Tadeu)
• Vaidosa (Herivelto Martins / Artur Moraes)
• O que é que eu dou (Dorival Caymmi / Antonio Almeida)
09 - Foi uma pedra que rolou (Pedro Caetano)
• Só vendo que beleza (Henricão / Rubens Campos)
• Minha palhoça (J. Cascata)
10 - Carta fatal (Ary Monteiro / Geraldo Pereira)
• Tá maluca (Wilson Batista / Germano Augusto)
• Eu não sou pano de prato (Mario Lago / Roberto Martins)
• Não irei lhe buscar (Ataulfo Alves)
11 – Reza (João da Baiana)
• Cuidado vovó (Tio Hélio / Nilton Campolino)
• Candeeiro (Teresa Cristina)
12 – Natureza (Manacéa)
• Adeus, mocidade (Benedito Lacerda / Roberto Martins)
• Alegria (Assis Valente / Durval Maia)
• O samba é minha nobreza (Teresa Cristina / Hermínio Bello de Carvalho / Luciane Menezes)
Que faz do sambista uma alteza
O samba enfim é a própria nobreza.
São com estes versos que o disco é aberto e finalizado. A música que assinada por Hermínio Bello de Carvalho, Teresa Cristina e Luciane Menezes funciona como uma comissão de frente, anunciando o que está por vir.
O repertório é ótimo e conta com músicas assinadas somente por pesos pesados como Bide e Marçal, Herivelto Martins, Cartola, Zé Kéti, Manacéa, Bubú da Portela, Jamelão, João da Baiana, Pixinguinha, Donga, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Zé da Zilda, Monarco, Ataulfo Alves, Assis Valente e tantos outros.
O CD é composto por poucas faixas, porém com muitas músicas nelas, em alguns casos elas até dialogam entre si. É o caso da faixa 5 em que a temática é a forma peculiar que o malandro usa para demonstrar amor pela sua companheira: a pancada!
Quanto aos intérpretes, há uma mescla de sambistas mais experientes, como Roberto Silva e Cristina Buarque com artistas que apareceram mais recentemente, como Mariana Bernardes, Pedro Paulo Malta, Pedro Miranda, Paulão e Teresa Cristina.
Músicas:
DISCO 1
01 - O samba é minha nobreza (Hermínio Bello de Carvalho / Teresa Cristina / Luciane Menezes)
• Primeira Escola (Pereira Matos / Joel de Almeida)
• Quem vem lá? (Bide / Marçal)
• Queremos ver (Antônio Caetano, Monarco)
• Mangueira, não (Herivelto Martins / Grande Otelo)
• Silenciar a Mangueira (Cartola)
• A voz do morro (Zé Kéti)
• O samba é minha nobreza (Teresa Cristina / Hermínio Bello de Carvalho / Luciane Menezes)
02 – Morro (Dunga / Mauro Rossi)
• Gorgear da passarada (Casquinha / Argemiro)
• Ao romper da aurora (Ismael Silva / Francisco Alves / Lamartine Babo)
• Na linha do mar (Paulinho da Viola)
• Manhã brasileira (Manacéa)
• Esta melodia (Bubu, Jamelão)
03 - Batuque na cozinha (João da Baiana)
• Malandro pasteleiro (João da Baiana)
• Quando a polícia chegar (João da Baiana)
• Patrão, prenda seu gado (Pixinguinha / Donga / João da Baiana)
04 - Você me paga o que fez (Nássara)
• Não é economia (Wilson Batista / Haroldo Lobo)
• Eu não sou louco (Lupicínio Rodrigues / Evaldo Rui)
• Tens de compreender (Nássara)
• Falta um zero no meu ordenado (Ary Barroso / Benedito Lacerda)
• Salário mínimo (Ernâni Alvarenga)
05 - Mulher de malandro (Heitor dos Prazeres)
• Marido da orgia (Ciro de Souza)
• Amor de malandro (Ismael Silva / Francisco Alves)
• Vou contar tintim por tintim (Cartola)
• Dinheiro não há (Ernâni Alvarenga)
• Se essa mulher fosse minha (autor desconhecido)
06 - Fez bobagem (Assis Valente)
• É pancada (Ernâni Alvarenga)
• Vai trabalhar (Ciro de Souza)
• O dinheiro que ganho (Assis Valente)
• Inimigo do batente (Wilson Batista / Germano Augusto)
• O vento que venta lá (Ataulfo Alves)
DISCO 2
01 - O pagamento ainda não saiu (Haroldo Lobo / Geraldo Pereira)
• Coitado do Edgar (Benedito Lacerda / Haroldo Lobo)
• Volte pro morro (Benedito Lacerda / Darcy de Oliveira)
• Se eu pudesse (Zé da Zilda / Germano Augusto)
02 – Preconceito (Marino Pinto / Wilson Batista)
• Boogie Woogie na favela (Denis Brean)
03 - Mãe solteira (Jorge de Castro / Wilson Batista)
04 - Mandei fazer um patuá (Norberto Martins / Raimundo Olavo)
• Pisei num despacho (Geraldo Pereira / Elpídio Viana)
• Você está sumindo (Geraldo Pereira / Jorge de Castro)
05 - Um caboclo abandonado (Benedito Lacerda / Herivelto Martins)
06 - Na aldeia (De Chocolat / Carusinho / Sílvio Caldas)
07 - Oh! Seu Oscar (Ataulfo Alves / Wilson Batista)
08 - Chegou a bonitona (José Batista / Geraldo Pereira)
• Comigo não (Ciro de Souza)
• Calo de estimação (Zé da Zilda / José Tadeu)
• Vaidosa (Herivelto Martins / Artur Moraes)
• O que é que eu dou (Dorival Caymmi / Antonio Almeida)
09 - Foi uma pedra que rolou (Pedro Caetano)
• Só vendo que beleza (Henricão / Rubens Campos)
• Minha palhoça (J. Cascata)
10 - Carta fatal (Ary Monteiro / Geraldo Pereira)
• Tá maluca (Wilson Batista / Germano Augusto)
• Eu não sou pano de prato (Mario Lago / Roberto Martins)
• Não irei lhe buscar (Ataulfo Alves)
11 – Reza (João da Baiana)
• Cuidado vovó (Tio Hélio / Nilton Campolino)
• Candeeiro (Teresa Cristina)
12 – Natureza (Manacéa)
• Adeus, mocidade (Benedito Lacerda / Roberto Martins)
• Alegria (Assis Valente / Durval Maia)
• O samba é minha nobreza (Teresa Cristina / Hermínio Bello de Carvalho / Luciane Menezes)
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