Um acidente de carro levou o grande percurssionista, e principalmente cuiqueiro Ovídio Brito. O enterro será às 10h de terça-feira (23), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. Hoje a cuíca chora sem ter o seu tocador atrás.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
As palavras de PCP a João Gilberto
Esta história foi retirada do livro "Histórias das Minhas Canções - Paulo César Pinheiro", que reúne alguns causos musicais contados pelo próprio Paulinho. Um deles é sobre a música "De Palavra em Palavra", uma parceria dele, do Maurício Tapajós e do Miltinho.
De Palavra em Palavra
"A estrutura melódica remeteu-me a João Gilberto, a quem eu já adorava, e resolvi homenageá-lo. Foi uma tarefa complicada e insana. Cismei de construir um mosaico. A letra seria uma colagem de letras do repertório de João. Só que pra isso tinham que caber os versos de Antonio Maria, Vinicius, Tom, Caymmi, Bôscoli, Ary Barroso, Haroldo Barbosa, na música que se me apresentava. E, lógico, o papo tinha que fazer sentido. Destrinchei os discos do cantor. Decorei-os. E parti pra montagem. Foi conseguindo e me empolgando. Termino um um carinhoso abraço no João, motivo da minha admiração maior".
(...)
"Tempos depois, Miltinho inscreveu a composição num festival de Juiz de Fora. Um jornalista membro do júri, influenciando a opinião dos outros, desclassificou o samba alegando plágio. Depois de tamanho esforço pra o que eu considero um achado, a visão torta de um crítico soa como uma imbecilidade sem propósito".
De Palavra em Palavra
"A estrutura melódica remeteu-me a João Gilberto, a quem eu já adorava, e resolvi homenageá-lo. Foi uma tarefa complicada e insana. Cismei de construir um mosaico. A letra seria uma colagem de letras do repertório de João. Só que pra isso tinham que caber os versos de Antonio Maria, Vinicius, Tom, Caymmi, Bôscoli, Ary Barroso, Haroldo Barbosa, na música que se me apresentava. E, lógico, o papo tinha que fazer sentido. Destrinchei os discos do cantor. Decorei-os. E parti pra montagem. Foi conseguindo e me empolgando. Termino um um carinhoso abraço no João, motivo da minha admiração maior".
(...)
"Tempos depois, Miltinho inscreveu a composição num festival de Juiz de Fora. Um jornalista membro do júri, influenciando a opinião dos outros, desclassificou o samba alegando plágio. Depois de tamanho esforço pra o que eu considero um achado, a visão torta de um crítico soa como uma imbecilidade sem propósito".
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Dois filmes de samba
Vi dois vídeos no blog É Ouro Só que valem muito a pena. Os dois são produzidos por Thomas Farkas. O primeiro chama-se "Nossa escola de samba" e mostra o dia a dia de uma escola de samba lá pelos anos 60. Tem participação da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel e moradores do Morro do Pau da Bandeira
Filme: "Nossa Escola de Samba"
Direção: Manuel Horácio Gimenez
Produtor: Thomaz Farkas
Ano: 1965
Baixe aqui.
O outro é sobre a cuíca, e traz um Osvaldinho da Cuíca quase irreconhecível de tão jovem, no filme "A Cuíca - Instrumentos da Música Popular Brasileira".
Filme: "A Cuíca - Instrumentos da Música Popular Brasileira"
Direção: Sergio Muniz
Produtor: Thomaz Farkas
Ano: 1978
Com Osvaldinho da Cuíca e Escola de Samba Mocidade Alegre da Casa Verde
Baixe aqui.
Filme: "Nossa Escola de Samba"
Direção: Manuel Horácio Gimenez
Produtor: Thomaz Farkas
Ano: 1965
Baixe aqui.
O outro é sobre a cuíca, e traz um Osvaldinho da Cuíca quase irreconhecível de tão jovem, no filme "A Cuíca - Instrumentos da Música Popular Brasileira".
Filme: "A Cuíca - Instrumentos da Música Popular Brasileira"
Direção: Sergio Muniz
Produtor: Thomaz Farkas
Ano: 1978
Com Osvaldinho da Cuíca e Escola de Samba Mocidade Alegre da Casa Verde
Baixe aqui.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Pedrada de Mano Décio
Este samba de Mano Décio da Viola está no disco "Legendário Mano Décio", de 1976. Simplicidade na letra e uma melodia primorosa fazem do som uma verdadeira pedrada. Está na mesma estante de sambas dos cânones do nosso cancioneiro:
Nunca Mais
Ah, eu sabia
Que você um dia
Ia magoar meu coração
Por sofrer tanto
Não lhe darei mais meu perdão
Não, não foi surpresa para mim mais uma vez
Agora chegou ao fim
Amor, vai embora
Deus terá pena de mim
Nunca Mais
Ah, eu sabia
Que você um dia
Ia magoar meu coração
Por sofrer tanto
Não lhe darei mais meu perdão
Não, não foi surpresa para mim mais uma vez
Agora chegou ao fim
Amor, vai embora
Deus terá pena de mim
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Disco da Semana: Mario Reis canta suas criações em Hi-Fi (1960)
Este é o primeiro Long Play de Mario Reis. Chamado de "O Fino da Bossa" por seu jeito moderno, já na década de 1930, de interpretar os sambas de Sinhô e outros figurões do começo do século.
Depois de dois hiatos em sua carreira, em 1960 Mario Reis foi convidado pelo diretor artístico da Odeon, Aloysio de Oliveira, para gravar um disco. Ele escolheu sozinho o repertório do disco (aliás foi esta uma de suas imposições para entrar no estúdio) que tem alguns sambas amaxixados, marchas e composições inéditas.
Saiu o "Mario Reis interpreta canta suas criações em Hi-Fi". Além de seus sucessos já cantados em outros tempos, Mario pediu que Tom Jobim compusesse duas músicas, solicitação devidamente aceita. O disco é um primor, além de ser ótimo para quem quer se iniciar no "Fino da Bossa".
Vamos deixar de intimidade
1. Palavra doce (Mario Travassos de Araújo)
2. Vamos deixar de intimidade (Ary Barroso)
3. O que vale a nota sem o carinho da mulher (Sinhô)
4. Yayá boneca (Ary Barroso)
5. Mulato bamba (Noel Rosa)
6. Rasguei a minha fantasia (Lamartine Babo)
7. Isso eu não faço, não (Tom Jobim)
8. Deus nos livre dos castigos das mulheres (Sinhô)
9. Linda Mimi (João de Barro)
10. A tua vida é um segredo (Lamartine Babo)
11. Vai-te embora (Francisco Matoso e Nonô)
12. O grande amor (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Vamos deixar de intimidade
1. Palavra doce (Mario Travassos de Araújo)
2. Vamos deixar de intimidade (Ary Barroso)
3. O que vale a nota sem o carinho da mulher (Sinhô)
4. Yayá boneca (Ary Barroso)
5. Mulato bamba (Noel Rosa)
6. Rasguei a minha fantasia (Lamartine Babo)
7. Isso eu não faço, não (Tom Jobim)
8. Deus nos livre dos castigos das mulheres (Sinhô)
9. Linda Mimi (João de Barro)
10. A tua vida é um segredo (Lamartine Babo)
11. Vai-te embora (Francisco Matoso e Nonô)
12. O grande amor (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Disco da semana: Martinho da Vila e convidados - Nem todo Crioulo é doido
Volta de feriado nacional e o Vermute com Amendoim retorna cheio de gás. O disco da semana, que já está quase acabando, é "Martinho e seus convidados - Nem Todo Crioulo é Doido", de 1978.
Os primeiros segundos da faixa inicial, uma cuíca roncando crua, já dão conta do que vem por aí: um samba autêntico, um clima de festa que foi gravada. A lista de convidados estraçalha qualquer possibilidade de o disco não ser genial: Zuzuca, Noca da Portela, Walter Rosa, Tolito, Silas de Oliveira, Darcy da Mangueira e outros bambas.Pra que dinheiro? - Martinho da Vila
Como Martinho diz no texto de contracapa, "O único defeito deste disco é só ter 12 faixas, pois, por falta de espaço, grandes cobras do sambão ficaram de fora: Mano Décio, Anescarzinho, Bidi, João Laurindo, Pelado, Osório, Leléo, Paulo Brazão e muitos outros."
Só de pensar que Martinho, que em 1978 já era um sambista consagrado, fez um disco com espaço para outros nomes de peso da batucada...
Sou de opinião - Darcy da Mangueira
1. Pra que dinheiro (Martinho da Vila) - Martinho da Vila
2. Deixa Serenar (Sidney da Conceição/ Castelo) - Martinho da Vila
3. Se eu errei (Tolito) - Martinho da Vila
4. Querer é poder (Picolino/ Colombo/ Noca) - Martinho da Vila
5. De Fevereiro a Fevereiro (M. Pereira/ J. Galvão) - Mario
6. Só Deus (Walter Rosa/ Jorginho) - Anália
7. Trsteza de Malandro (Zuzuca/ Bala) - Zuzuca
8. Nem todo crioulo é doido (Cabana) - Cabana
9. Sou de opinião (Darcy da Mangueira) - Darcy da Mangueira
10. Quem lhe disse (Antonio Grande) - Antônio Grande
11. Sinfonia do Mosquito (Aurinho da Ilha) - Antonio
12. Berço do samba (Silas de Oliveira/ Edgard Cardoso)- Anália
Dica: Ouça esse disco alto. É uma pancada atrás da outra.
Baixe no Couro do Cabrito
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