sexta-feira, 10 de abril de 2009
Niltinho,Haroldo e as Alpargatas
A música é de 1963 e fez tanto sucesso que Niltinho incorporou o título no seu sobrenome. “É o hino da minha vida, meu ganha-pão até hoje com direitos autorais, o que segura as pontas aqui em casa”, disse Niltinho. Certa feita ele contou sobre a música: “Compus Tristeza em 63 e passei a cantar a música no bloco Boêmios de Botafogo”, lembra.
Lá encontrou o compositor Haroldo Lobo, já conhecido por sucessos como Alalaô, Índio quer apito, Emília e Pra seu governo. Hardoldo gostou tanto que propôs parceria a Niltinho e por idéia de Haroldo suprimiram a segunda parte. “É que samba de Carnaval para pegar precisava ser curtinho”, explica Niltinho.
O site da Imperatriz Leopoldinense tem um belo perfil do compositor. Vale a pena
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Tem até sueco batucando por aí. Se liga
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Dicas para o fim de semana em São Paulo
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Domingo (12/04) - 18h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante)
R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
No tempo de Noel (8 de 11)
Para quem não sabe o que está acontecendo, vale a explicação. Em 1951 um dos maiores radialistas brasileiros elaborou uma série de programas para contar a vida de um dos mestres da nossa música: Noel Rosa. Os programas eram ao vivo e transmitidos pela Rádio Tupi.E graças ao brilhante acervo de Milton Parron (esse aí da foto), disponibilizamos esta série para vocês. São 11 programas e já estamos no oitavo. Aproveitem, ouçam e baixem essa raridade.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
As deslumbrantes ilustrações de Elifas

Elifas começou como estagiário na Abril, onde em pouco tempo já viria a se tornar diretor de arte do núcleo de fascículos femininos. Entre tantas outras publicações, também foi responsável pela criação da Placar e da coleção História da Música Brasileira (aquela que tem aos montes nos sebos). Depois passou a criar visual para peças de teatro e capas de discos, e é ai que começa mais um "samba pintado".

Lembro de uma tarde em que fomos a um sebo. Um cara meio tímido estava rondando o Paulinho, parecia querer falar alguma coisa. O Paulinho, como é um anjo, facilitou. Chegou pro cara e disse: 'Oi, tudo bem?'. O cara se animou: 'Paulinho, sou teu fã, mas a capa desse disco, hein rapaz? Que maravilha. Fiquei pensando em teu sofrimento com mulher, essa coisa toda, mas, não liga não, a vida é assim mesmo.'"
Em 1976, fez essa capa pro Martinho da Vila. E disse ao portal da vejinha: "No início da década de 70, a MPB tinha uma força danada. E era uma força que estava além da própria música, era uma força sócio-política. Quando fizemos a Semana de Arte Moderna, em 72, junto com os centros acadêmicos, quisemos fazer a contra-comemoração do aniversário da ditadura. Então organizamos um mês de atividades na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Eu me lembro que o Martinho da Vila havia estourado com a música O Pequeno Burguês. Naquela época Chico Buarque, Gil e Caetano estavam exilados e Geraldo Vandré tinha sido banido. Propus levar o Martinho ao evento. Os estudantes quase me lincharam porque ele era milico. Então, numa reunião com representantes dos centros acadêmicos fiz uma defesa dele. Disse que o samba era de protesto, de contestação.
O Martinho não foi sozinho para o palco. Levou a Velha Guarda da Vila Isabel e matou a pau. No final, a estudantada estava de pé. Dois dias depois eu estava em casa, na Pompéia, e a empregada, Dona Antônia, chegou e disse: 'Seu Elifas, tem um homem na porta que é igualzinho ao Martinho da Vila. Até a voz dele é igual!' Era o próprio. Foi me convidar para fazer a capa de seu próximo disco. Desde então, faço todas."



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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Natal da Portela: 34 anos de saudade

Seu Napoleão morava na esquina da Rua Joaquim Teixeira com a estrada do Portela. Em 1923, se reuniram Paulo Benjamin de Oliveira, Antônio Caetano e Antônio Rufino. Nascia o embrião portelense.
Desde então Natal se envolveu muito com o estandarte azul e branco e no decorrer da vida dedicou-se a fazer da Portela uma escola de valor. Mas engana-se quem pensa que ele era um sambista. Natal gostava de samba, mas defendia o seu no bicho. É isso mesmo, Natal comandava um batalhão de bicheiros em Madureira e não poupava dinheiro quando se falava em Portela.Valente, fez muito pela escola e sua comunidade. E tudo isso com um braço só. Natal não tinha o braço direito e mesmo assim não tinha malandro que mexia com ele. E Natal levava a deficiência numa boa: "Se eu tivesse dois braços seria covardia", brincava.
No cinema, coube a Milton Gonçalves interpretar Natal. O filme "Natal da Portela"foi feito em 1988 e tem direção de Paulo Cesar Saraceni.

Para relembrar este grande nome da Portela, nada melhor do um samba em sua homenagem. Aliás um não, três. A primeira vem na voz de João Nogueira e foi gravada no disco "Vem que tem", de 1975. Com vocês, "O homem de um braço só":
A segunda chama "Silêncio que o Natal morreu" cantada por Picolino da Portela e está no álbum "Sambistas Unidos", também de 1975
O ano em que Natal morreu rendeu um montão de samba em sua homenagem. Gracia do Salgueiro e Velha da Portela também deixaram seus préstimos em um álbum de 1975. O samba chama "Despedida de um bamba" e quem canta é o próprio Gracia.
domingo, 5 de abril de 2009
Disco da semana: 1985 - Cristina e Mauro Duarte

Tenho épocas de discos. Ouço alguns "até furarem", depois deixo um pouco de lado e assim vai. No entanto o LP Cristina e Mauro Duarte foge a essa regra. Virou e mexeu ele está tocando no som aqui de casa. O Bolacha participou de um bocado de discos, mas dele mesmo, só esse. Boa oportunidade para escutar o próprio cantando seus sambas, que sempre estiveram na boca de sambistas como Roberto Ribeiro, Clara Nunes, Paulinho da Viola etc. Isso sem falar nas faixas interpretadas pela Cristina Buarque, que eu nem preciso dizer que entende do riscado. Quem também dá o ar da graça no disco é Paulo César Pinheiro, fazendo uma participação na música "Reserva de Domínio".
2 - Vazio (Élton Medeiros - Mauro Duarte)
- Timidez (Noca da Portela - Mauro Duarte)
3 - Monograma (Cristóvão Bastos - Paulo César Pinheiro)
4 - Pra que, afinal? (Adélcio de Carvalho - Mauro Duarte)
- Lá se foi (Carlinhos Vergueiro - Mauro Duarte)
- Lama (Mauro Duarte)
- Quantas lágrimas (Manacéa)
- Nunca mais (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
5 - Reserva de domínio (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
- Papagaio falador (Buci Moreira - Geraldo Gomes)
- Aventura (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
6 - Uma canção desnaturada (Chico Buarque)
- Sacrifício (Maurício Tapajós - Mauro Duarte)
7 - A alegria continua (Noca da Portela - Mauro Duarte)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Os donos das calçadas
Como é bom a gente ser querido
Pois só é assim quem pensa em Deus
Quando amanhece
Como é bom a gente socorrer a quem padece
Eu que já vaguei nas madrugadas
E já fui o dono das calçadas
Pra todos aqueles que me estenderam a mão
Dividi meu coração
Hoje me recebem nos salões iluminados
Cabelos prateados, mas eu não vou mudar
Pois eu me apresento com o mesmo violão
E o mesmo coração que ainda tem amor pra dar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Benzambado: moderno e respeitoso
Mas no caso do grupo Benzambado a modernidade está na medida certa. Os sete integrantes conseguiram fazer arranjos novos sem serem desrespeitosos com os grandes titãs do samba.Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro que o diriam (se assim o pudessem!). No samba "Sem compromisso" feito pelos dois em 1944, o grupo colocou um baixão segurando a bola ao fundo, mas muito bem acompanhado por percussão, sopro e cavaquinho.
A outra que está no Myspace dos caras é Feitiço da Vila, composta por Noel Rosa em 1934. A bela linha harmoniosa da música casa muito bem com a voz de Roberta Zerbini. Dá vontade de ver ao vivo pra fazer a prova dos nove.
E a chance é neste sábado. O pessoal vai dar as caras no Bar Zé Presidente, (na Cardeal Arcoverde 1545) a partir das 23 horas. O repertório ainda promete composições de Chico, Cartola, Noel Rosa, Dorival Caymmi e Wilson Batista. Para entrar é preciso desembolsar 10 reais.

Para fazer jus aos integrantes. Benzambado é:
Roberta Zerbini - voz
Bruno Butenas - violão
Bruno Takara - baixo
Marcelão - sopros
João Paulo - cavaquinho
Marcelo Pianinho - percursão
Rodrigo Quirino - percursão
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
No tempo de Noel (7 de 11)

