segunda-feira, 14 de abril de 2008
Samba com psicodelia
A surpresa veio depois da primeira música, quando o baterista Ty Dennis começou a fazer uma levada semelhante à do samba. Manzarek então brincou com a voz imitando o som de uma cuíca. A graça desembocou na música Break on Trough, clássico do primeiro disco do The Doors, em 1967. No meio da música ainda Manzarek ainda imitou a cuíca, compondo com os acordes da guitarra.
As referências à cultura brasileira não pararam por aí. Após a balada Blue Sunday, Manzarek soltou: “Eu acho que preciso de uma cachaça”. A música que veio depois não poderia ser outra: “Alabama song” ou “Whisky Bar” veio com cheiro de pinga.
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domingo, 13 de abril de 2008
Disco da semana: A Música na Corte de D. João VI - Modinhas Cariocas
As dicas são para quem gosta de ter um disco com "d" maiúsculo: encarte, número de série e uma gravação que privilegie todas as frequências de som, o que muitas vezes se perde nas transmissões de internet.
Neste domingo, um lançamento que vale a pena ter guardado na estante. A Música na Corte de D. João - Modinhas Cariocas. O disco vem em comemoração do bicentenário da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil.
O material foi gravado na Escola de Música da UFRJ e o repertório conta com nomes como Joaquim Manoel da Camera (o maior compositor do gênero daquela época e que está representado por 10 músicas) e Gabriel Fernandes da Trindade, que soma cinco canções no álbum.
O diretor musical Marcelo Fagerlande optou por não utilizar o sistema voz e piano, utilizado na canção, e somar intrumentos distintos como cravo, viola de arame e flauta de madeira.
Fagerlande, com formação musical na Alemanha, no Brasil e na França, ainda toca cravo. Completam o quinteto os instrumentistas Luciana Costa e Silva, Marcelo Coutinho, Marcus Ferrer e Paulo da Matta.
O site da Biscoito Fino detalha o disco, com as informações das 21 faixas. O preço é 28,90 reais.
Saiba mais sobre a modinha
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Parabéns Portelenses! Parabéns Paulo!
Quarta-feira, 11 de abril de 1923. Há exatos 85 anos nascia o embrião de uma escola de samba que foi celeiro de bambas fundamentais para a história.O bloco carnavalesco Baianinhas de Osvaldo Cruz foi fundado por Paulo Benjamim de Oliveira, Candinho, Antonio Caetano e Galdino dos Santos e desaguaria no Grupo Recreativo e Escola de Samba Portela, uma das principais escolas de samba do Brasil.
Três anos depois, em 1926, reuniram-se na casa de seu Napoleão (pai de Natal da Portela), para fundar o Bloco Carnavalesco Conjunto de Osvaldo Cruz. Com o bloco pronto, ficou decidido que as reuniões seriam na casa de Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela.
Em 1930, de uma união do Bloco Carnavalesco Conjunto de Osvaldo Cruz com o Bloco Carnavalesco Vai Como Pode, nasceu a um grupo que em 1935 se denominaria G.R.E.S Portela.
Acontece que a história desta escola não está baseada apenas nos 21 títulos conquistados ao longo dos carnavais. Sob estandarte azul e branco tomou forma um dos episódios mais tristes de que se tem notícia, a expulsão de Paulo da Portela.
Em fevereiro 1941, Paulo, Cartola e Heitor dos Prazeres tinham ido a São Paulo participar de um programa de rádio. Era dia de carnaval e os três voltaram de trem para participar do desfile.
Os três chegaram na Praça Onze, desfilaram na Mangueira, de Cartola, e na De Mim Ninguém se Lembra, de Heitor dos Prazeres. Quando chegou a hora de sair na Portela, o diretor Manoel Bambambam encrencou com a cor da roupa de Paulo e os amigos.
Dizem que até por orientação do prórpio Paulo que não era para deixar ninguem sair que não estivesse de azul e branco. Bambambam levantou a corda para que Paulo então deixasse o desfile. Paulo saiu e nunca mais voltou.
À época ainda compôs a obra-prima “Meu nome já caiu no esquecimento”, uma declaração de amor a sua escola, que pode ser ouvida no player abaixo.
O meu nome já caiu no esquecimento
O meu nome não interessa a mais ninguém
E o tempo foi passando
E a velhice vem chegando
Já me olham com desdém
Ai quantas saudades
De um passado que se vai no além
Chora, cavaquinho, chora
Chora, violão, também
O Paulo no esquecimento
Não interessa a mais ninguém
Chora, Portela
Minha Portela querida
Eu que te fundei
Serás minha toda vida.
Nesta sexta-feira em que são comemorados os 85 anos de Portela, o Vermute com Amendoim presta sua homenagem a todos os portelenses, lembrando o nunca esquecido Paulo da Portela.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Os preciosos (des)arranjos de Itamar
Se você acredita que samba não pode deixar de ter o surdo na marcação, um pandeiro bem batucado e um violão harmonioso, já aviso de antemão que a chance de você não gostar deste disco é grande.Porém antes de discorrer sobre o artista e a sua obra gostaria de contar uma pequena história da minha relação com este disco. Quando comecei ouvir samba, os dois primeiros discos que caíram na minha mão foram: O Cartola, de 1976, lançado pela Marcus Pereira (aquele que tem ele e a Zica na capa) e esse do Itamar Assumpção cantando Ataulfo Alves.
Apaixonei-me pelo disco do Cartola, não conseguia parar de ouvi-lo. Em contrapartida, cada vez que colocava o disco do Itamar para tocar achava seus arranjos um tanto quanto estranhos e não conseguia passar da terceira faixa.
O que eu quero dizer é que o disco ficou encostado por alguns anos, demorei para digerir. Até que um dia resolvi escutar, com calma, o disco inteiro e vi que se tratava de uma excelente obra. Sem mais lero-lero vamos ao disco!

Itamar Assumpção é natural de Tietê, em São Paulo, e começou sua carreira em 1975 quando venceu um festival de música em Campinas com a canção Lúzia e nesse mesmo ano participou do Festival da Feira da Vila, na Vila Madalena, com sua composição Nego Dito.
A partir dos anos 80 Itamar começou a misturar samba, reggae, funk e rock e acompanhado da banda Isca de Polícia lançou os seguintes LPs: "Beleléu, Leléu, e eu" (1980), "Às próprias custas S. A." (1983), "Sampa midnight - Isso não vai ficar assim" (1986) e "Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava" (1988).
A partir daí ganhou a fama de “artista maldito” (a qual sempre recusou) por causa do conteúdo altamente crítico e pela falta de apelo comercial, que eram características de suas músicas.
Nos anos 90 Itamar passou a ser acompanhado pela banda Orquídeas do Brasil e lançou os seguintes CDs: “Bicho de sete cabeças” (1993) e “Bicho de sete cabeças vol. 2” (1994). Em 1996 foi novamente acompanhado pela banda Isca de Polícia para o disco “Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - pra sempre agora” que lhe resultou em um prêmio de melhor CD do ano concedido pela APCA. Itamar ainda lançou em vida o CD “Pretobras - Por que eu não pensei nisso antes...” (1998).
Itamar Assumpção faleceu no dia 12 de junho de 2003 e no ano seguinte foi lançado o CD póstumo “Vasconcelos e Assumpção - isso vai dar repercussão" e em 2006 foi lançado, pelo amigo Arrigo Barnabé, outro disco em homenagem ao “maldito” que levou o nome de "Missa in memoriam - Itamar Assumpção”.
O disco “Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - pra sempre agora” conta com releituras que podem ser consideradas malfeitas por puristas, como era por mim, mas que combinam elementos do samba dos anos 40 com a modernidade que veio à época do lançamento do disco.
Ouvir Itamar Assumpção, e principalmente, este disco é parecido com ouvir Nelson Cavaquinho: deve-se abandonar alguns preceitos. Para ouvir Cavaquinho, deve-se deixar de lado o conceito de voz tecnicamente perfeita. Para Itamar, o segredo é se preparar para arranjos que, a princípio, fogem os limites do samba, mas que caem tão bem como uma bateria fazendo às vezes de um bom pandeiro.
Baixe aqui o disco Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - pra sempre agora
Saiba mais sobre Ataulfo Alves
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Pedro Paulo Malta, Áurea Martins e Conversa de Botequim no Mal do Século - RJ
SERVIÇO:
Mal do Século – Rua do Rezende, 26 – Lapa – tel: 2543-5360
Couvert: R$ 12,00 (quinta), R$ 15,00 (sex e sáb) e R$ 10,00 (domingo)
Capacidade: 400 pessoas
Faixa etária: 18 anos
Cartões de crédito e/ou débito: Visa e Rede Card
Funcionamento: de 5ª a sábado
De quinta a sábado a casa abre às 20h.
Estacionamento próximo, na Rua do Lavradio em frente à Rua do Rezende.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Vermute conta o samba:"Ó Seu Oscar!"
Não só de malandros vive o samba. De manés também. Ou neste caso de “Oscares”. Os detentores do nome que me perdoem, mas a gíria era usada no Café Nice, aquele botequim de onde surgiu o “Falsa Baiana”, de Geraldo Pereira.Pois bem, desta vez os compositores do samba que será contado são Ataulfo Alves (foto) e Wilson Batista e o ano, 1940. Na verdade, o samba é quase todo de Wilson, não fosse por uma inserção genial de Ataulfo.
Talvez pouquíssima gente conheça o primeiro nome que a canção levou assim que ficou pronta: “Está fazendo meia hora”. Nome que continuaria assim não fosse por Ataulfo Alves.
Ataulfo recebeu em mãos os versos da primeira parte, já musicados, e o estribilho pronto.
Cheguei cansado do trabalho
quando a vizinha me falou
tá fazendo meia hora
que sua mulher foi embora
e um bilhete deixou
o bilhete assim dizia
Não posso mais
eu quero é viver na orgia...
Notando um espaço entre o segundo e o terceiro verso, Ataulfo acrescentou o “Ó seu Oscar!”, que acabou se tornando o nome do samba. Fez também a segunda parte, mas o samba mesmo tem cara de Wilson Batista.
Em homenagem ao homem que mudou o rumo desta canção, Ataulfo Jr. canta a música aqui.
Veja aqui as outras histórias de samba que o Vermute já contou
Saiba mais sobre os discos de Ataulfo Alves no Discos do Brasil
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O samba pintado por Heitor dos Prazeres
Nascido em 23 de setembro de 1898, Heitor não só participou ativamente dos primeiros passos do samba, como deixou registrado em diversas pinturas e gravuras.

Começou a pintar em 1936, por incentivo de alguns amigos também pintores. E seu deu bem. Mulatas, palhinhas, pandeiros, malandros e o que mais o samba envolvesse estava nas telas de Heitor.
Com o quadro “Moenda”, participou da I Bienal de Arte em São Paulo, em 1951. Três anos depois, desenhou figurino e cenografia para o Balé do Quarto Centenário da cidade de São Paulo.

Em 1966, com 68 anos, ia representar o Brasil no “Festival de Arte Negra de Dacar”, no Senegal, mas acabou morrendo antes da viagem. Antes de sua morte, deixou gravado um depoimento no Museu da Imagem e Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ).

Se você também pintou o samba, mande sua obra para vermutecomamendoim@gmail.com
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Revelações guardadas de Satã
João Francisco dos Santos jamais seria conhecido por João. Pernambucano de Glória do Goitá, João chegou ao Rio de Janeiro em 1907. Seu destino: Rua Moraes e Vale, número 27. Os arcos que dão guarida à Lapa estavam recebendo um dos maiores malandros que o Brasil já conheceu.Satã, para os mais chegados, Madame Satã para os registros da história que o imortalizou como o homossexual mais macho do Rio. Mesmo assim tinha sete filhos. Todos adotados, é claro.
Aos 39 anos foi preso depois que sua arma disparou contra um policial. 26 anos no xadrez.
Em uma entrevista que deu para o Pasquim em maio de 1971, Satã nega ter atirado no oficial. “O revólver que disparou da minha mão. Casualmente”. Cabral insiste:
- Mas foi a bala que matou?
- A bala fez o buraco. Quem matou foi Deus, conta Satã.
Satã também é acusado de matar o compositor Geraldo Pereira. O motivo: um copo de cerveja e um monte de desaforos. “Eu entrei no Capela e estava sentado tomando um chope. Ele chegou com uma amante dele (ainda vivia com essa mulher), pediu dois chopes e sentou ao meu lado. Aí tomou uns goles do chope dele e cismou que eu tinha que tomar o chope dele e ele tinha que tomar o meu. Ele pegou o meu copo e eu disse: ‘Olha esse copo é meu’. Aí ele achou que aquele copo era o dele e não o meu. Então eu peguei meu copo e levei pra minha mesa. Aí ele levantou e chamou pra briga. Disse uma porção de desaforos, uma porção de palavra obscenas, eu não sei nem dizer essas coisas. Aí eu perdi a paciência, dei um soco nele, ele caiu no meio-fio e morreu. Mas morreu por desleixo do médico, porque foi pra assistência vivo”.
Um senhor afirma que conheceu Satã e conta uma de suas histórias
Apesar das milhares de brigas, dos 29 processos, dos três homicídios, Satã conviveu tranquilamente com importantes nomes da música brasileira. Francisco Alves, Noel Rosa, Orlando Silva e Vicente Celestino são alguns nomes que Satã lembra na entrevista feita pelo Pasquim.
A entrevista inteira é riquíssima. Satã conta de sua fuga do presídio, da surra de deu em um delegado que o perseguia, dos sete nomes que tinha para evitar muitos processos em um só e dos outros malandros que a Lapa conheceu, como Edgar, o Meia-Noite.
Também na entrevista, Satã que tinha 71 anos diz que morreria com 84. “Pode anotar aí. Se o senhor não estiver vivo, talvez seus filhos estejam. Deixe gravado aí porque eu vou morrer com 84 anos”. Madame Satã errou. Morreu quatro anos depois, vítima de uma forte pneumonia.
Baixe a entrevista completa
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O violão invertido de Canhoto da Paraíba
Pode parecer estranho, mas um dos maiores expoentes do choro não vem nem do Rio de Janeiro, tampouco de São Paulo, e sim da cidade de Princesa Isabel, na Paraíba.Francisco Soares de Araújo nasceu em uma família de músicos. O avô era clarinetista e o pai tocava violão. Desde criança foi acostumado aos saraus e as serestas que eram realizadas em sua casa e seu primeiro violão foi dado pelo seu pai.
A partir daí, Francisco começava a se transformar em Canhoto da Paraíba.
Isso porque Canhoto, como o próprio apelido diz, além de ser autodidata no instrumento, não podia inverter as cordas do mesmo, já que era utilizado por toda a família. Então desenvolveu uma maneira particular de tocá-lo, invertendo o lado do violão, fazendo com que as mais graves ficassem na parte de baixo e as mais agudas em cima.
Em 1959 Canhoto foi para São Paulo, onde conheceu Paulinho da Viola, que viria a ser seu grande amigo e incentivador. Canhoto também é o responsável de fazer Paulinho se interessar em adentrar no mundo do choro, pois quando viu o músico da Paraíba tocar, ficou maravilhado.
Ainda nesse mesmo ano, Canhoto participou de um sarau na casa de Jacob do Bandolim com a presença de Pixinguinha, o maestro Radamés Gnattali, Tia Amélia e Dilermando Reis, encantando a todos que já haviam ouvido comentários do violonista da Paraíba.
Canhoto tem mais de 80 composições e já tocou com grandes nomes da música, como: João Bosco, Sivuca, Paulinho da Viola, César Faria e outros tantos. Além de violão, Canhoto também se aventurou no cavaquinho e no bandolim.
Infelizmente, hoje, Canhoto está impossibilitado de tocar e falar por conta de uma crise sofrida em seu sistema nervoso em 1998, que paralisou parte do seu corpo. No ínicio de 2008 Canhoto teve um problema de insuficiência respiratória. O músico lançou em toda sua vida apenas quatro discos.
Discografia:
·Único amor (1968) Rozenblit LP
·Canhoto da Paraíba, o violão brasileiro tocado pelo avesso (1977) Marcus Pereira Disco LP
·Pisando em brasa (1993) Caju Music LP
·Com mais de mil (1994) Marcus Pereira CD
Pisando em Brasa (Canhoto da Paraíba) --- Canhoto da Paraíba
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Sesc e C.C. Cartola promovem palestras sobre Samba
Para quem não se contenta em apenas cantar samba, o Centro Cultural Cartola e o Sesc Madureira estão organizando um seminário sobre o ritmo que se tornou patrimônio do Brasil (A elevação do samba foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –Iphan –, em 2007).
Os seminários ocorrerão a partir desta quinta-feira e seguem até sábado. A entrada é gratuita, mas as inscrições deverão ser feitas pelo e-mail cartola.adm@gmail.com ou no telefone 21-3234-5777.
Confira a programação:
Dia 03 de abril, quinta
13h - Abertura
Ministro de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR
Governador do Estado do Rio de Janeiro
Presidente do Instituto Histórico e Artístico Nacional - IPHAN
Superintendente Regional do IPHAN no Estado do Rio de Janeiro
Presidente do Centro Cultural Cartola
14h - Mesa 1 - "Samba carioca"
Nei Lopes - Da tradição africana
Sergio Cabral - Deixa Falar, o samba e a escola
Dulce Pandolfi - Samba, organização política e social - Memória, Identidade e Projeto Cultural
Mediadora: Rachel Valença
(30 minutos para debate com sambistas e público)
Intervalo
17 h - Mesa 2 - "Samba, força e coesão"
Felipe Trotta - Samba e construção da nacionalidade
Helena Theodoro - Samba, religião e identidade
Monarco - Ser sambista, "um modo de viver"
Mediador: Jorge Carneiro
(30 minutos para debate com sambistas e público)
Dia 04 de abril, sexta
13h – Apresentação do documentário "Matrizes do Samba do Rio de Janeiro"
João Baptista Vargens - História de ouvir contar: a transmissão da arte do samba de geração para geração
Tantinho - A importância de recolher tesouros perdidos do samba do RJ
Claudia Marcia - Registro e salvaguarda do patrimônio imaterial: limites e desafios
Mediadora: Lygia santos
(30 minutos para debate com sambistas e público)
Intervalo
17h – Titulação do Samba do Rio de Janeiro: Como? Por quê? Pra quê?
Relatores: Nilcemar Nogueira; Aloy Jupiara; Claudia Marcia; Renata Melo
18h – Entrega dos Títulos
Dia 5 de abril, sábado
14h - Lançamento do catálogo "Samba patrimônio cultural do Brasil"
Locais
Sesc Madrureira
Rua Ewbanck da Câmara, 90 – Madureira
Tel. 3350-7744
Centro Cultural Cartola
Rua Visconde de Niterói, 1296, Mangueira
Tel. 3234-5777
